Agenda

Agenda de Encontros do GEPEMA — 2026.2

Grupo de Estudos e Pesquisas em Educação Matemática — GEPEMA
Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Maranhão (IFMA), Campus São Luís – Monte Castelo

Periodicidade
encontros quinzenais, às quartas-feiras
Horário
9h30 às 12h
Local
Laboratório de Ensino de Matemática

Formação, pesquisa e produção coletiva

Os Encontros do GEPEMA constituem um espaço permanente de estudo, formação de pesquisadores, acompanhamento das investigações em desenvolvimento e produção coletiva do conhecimento em Educação Matemática.

A programação de 2026.2 foi estruturada como um percurso formativo articulado às pesquisas desenvolvidas pelo Grupo. As leituras foram selecionadas para auxiliar estudantes, bolsistas e pesquisadores na construção e delimitação de problemas de pesquisa, revisão da literatura, fundamentação teórica, definição metodológica, desenvolvimento de produtos educacionais e análise crítica dos resultados.

As leituras obrigatórias são constituídas prioritariamente por artigos científicos publicados em português e de acesso aberto. Os artigos deverão estar disponíveis nesta página e, sempre que o periódico oferecer arquivo eletrônico estável, para download direto em PDF.

9h30–12h

Apresentação e problematização dos projetos PIBIC e PIBITI

Objetivo

Socializar e analisar coletivamente os projetos de Iniciação Científica e de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação vinculados ao GEPEMA.

Cada bolsista terá até 10 minutos para apresentar:

  • objeto de investigação;
  • problema de pesquisa;
  • pergunta de pesquisa;
  • objetivo geral e objetivos específicos;
  • fundamentação teórica;
  • metodologia;
  • estágio atual;
  • produto ou resultado esperado;
  • dificuldades encontradas;
  • próximos passos.

Dinâmica

9h30–9h40
Abertura e orientações
9h40–11h30
Apresentações dos bolsistas
11h30–12h
Debate, diagnóstico e encaminhamentos

Material de trabalho

Neste encontro, os textos fundamentais serão os próprios projetos e planos de trabalho do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (PIBIC) e do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação em Desenvolvimento Tecnológico e Inovação (PIBITI).

Questões para discussão

  • O problema está claramente delimitado?
  • A pergunta é efetivamente investigável?
  • Existe coerência entre problema, pergunta e objetivos?
  • A metodologia permite responder à pergunta?
  • O referencial teórico dialoga com o objeto?
  • Que lacunas permanecem?
  • Que relações existem entre os diferentes projetos do GEPEMA?
  • Que novos problemas de pesquisa emergem das apresentações?

Produto do encontro

Matriz Inicial de Acompanhamento da Pesquisa:

Problema , depois Pergunta , depois Objetivos , depois Referencial , depois Metodologia , depois Evidências , depois Resultados esperados , depois Próximos passos

9h30–12h

Da temática ao problema: como construir uma pesquisa em Educação Matemática?

Objetivo

Compreender a passagem de uma temática ampla para a construção de um objeto e de um problema científico delimitado, relevante e investigável.

Leitura obrigatória

FERREIRA, Norma Sandra de Almeida. As pesquisas denominadas “estado da arte”. Educação & Sociedade, v. 23, n. 79, p. 257–272, 2002.

O artigo caracteriza pesquisas de estado da arte como investigações bibliográficas voltadas ao mapeamento e à discussão da produção acadêmica de determinado campo. A própria página do SciELO disponibiliza texto e PDF em português. SciELO Brasil (abre em nova aba)

Por que ler?

A leitura ajudará o estudante a perceber que um problema científico não surge isoladamente: ele precisa ser situado em relação ao conhecimento já produzido.

Aplicação à sua pesquisa

Identifique o que já se conhece sobre seu objeto e pergunte: o que ainda precisa ser compreendido?

Questões para discussão

  • Qual a diferença entre tema, objeto e problema?
  • Como transformar uma inquietação em problema científico?
  • O que caracteriza uma pergunta investigável?
  • Como saber se determinado problema já foi suficientemente pesquisado?
  • Qual é exatamente o problema de cada projeto apresentado em 07/10?

Produto do encontro

Cada estudante deverá apresentar:

Tema , depois Objeto , depois Problema , depois Pergunta , depois Objetivo geral

9h30–12h

Estado do conhecimento e revisão de literatura: o que já sabemos sobre nosso problema?

Objetivo

Aprender a localizar, selecionar, organizar, comparar e analisar criticamente a produção científica relacionada aos projetos em desenvolvimento.

Leitura 1 (retomada do encontro de 21/10)

FERREIRA, Norma Sandra de Almeida. As pesquisas denominadas “estado da arte”. Educação & Sociedade, 2002.

Aplicação à pesquisa: observar como uma produção acadêmica pode ser mapeada e problematizada e quais limitações existem quando a análise se restringe a informações bibliográficas ou resumos. SciELO Brasil (abre em nova aba)

Leitura 2

LAMIM NETTO, Manoel de Souza; SANTOS, Adriele Ribeiro dos; MENEGHETTI, Renata Cristina Geromel. Etnomatemática: uma revisão bibliográfica do cenário internacional. Educação Matemática Pesquisa, v. 22, n. 1, 2020.

O artigo, escrito em português, analisa a produção acadêmica sobre Etnomatemática e utiliza descritores como ano, perfil dos autores, sujeitos, contexto, foco temático e conteúdos matemáticos. O periódico disponibiliza PDF em português. Revistas PUCSP (abre em nova aba)

Por que ler?

Além de se relacionar diretamente com a Etnomatemática, uma das linhas de pesquisa do GEPEMA, o artigo constitui um exemplo concreto de organização e análise de literatura científica.

Aplicação à sua pesquisa

Observe os descritores utilizados pelos autores e pergunte: quais categorias permitiriam mapear a literatura do meu próprio projeto?

Questões para discussão

  • Como escolher descritores?
  • Quais bases devem ser consultadas?
  • Como estabelecer critérios de inclusão e exclusão?
  • Como organizar os trabalhos encontrados?
  • Como identificar tendências e lacunas?
  • Como evitar uma revisão formada apenas por resumos sucessivos de autores?
  • O que a literatura já respondeu sobre meu problema?
  • O que permanece sem resposta?

Produto do encontro

Cada estudante iniciará sua Matriz de Literatura Científica:

Autor/Ano , Problema , Objetivo , Referencial , Metodologia , Resultados , Lacunas , Relação com meu projeto

9h30–12h

Educação Matemática, tecnologias digitais e produção educacional

Objetivo

Discutir a relação entre conhecimento matemático, decisões pedagógicas e tecnologias digitais, aproximando a literatura científica dos laboratórios, ambientes digitais e produtos educacionais desenvolvidos pelo GEPEMA.

Leitura 1

ROCHA, Flavia Sucheck Mateus da; ZIMER, Tânia Teresinha Bruns; CAMARGO, Sérgio; MOTTA, Marcelo Souza. Formação continuada de professores de matemática para uso de tecnologias digitais: uma análise a partir de um curso de extensão sobre o software Scratch. REVEMAT, v. 16, 2021.

O artigo, em português, analisa uma experiência de formação continuada com professores de Matemática e tecnologias digitais. A REVEMAT o disponibiliza em acesso aberto e em PDF/A. Periódicos UFSC (abre em nova aba)

Por que ler?

Permite discutir tecnologia não apenas como ferramenta, mas em sua relação com formação, autonomia docente e aprendizagem.

Aplicação às pesquisas do GEPEMA

Pergunte em seu projeto: qual problema educacional justifica a tecnologia que estou utilizando ou desenvolvendo?

Leitura 2

SILVEIRA, Daniel da Silva; LAURINO, Débora Pereira; NOVELLO, Tanise Paula. Experiências do ensinar e do aprender matemática ao operar as tecnologias digitais na educação superior. REVEMAT, v. 12, n. 2, p. 67–81, 2017.

O estudo investiga percepções de estudantes sobre tecnologias digitais utilizadas por professores de Matemática no Ensino Superior e analisa como esses artefatos podem participar dos processos de ensinar e aprender Matemática. O periódico oferece PDF/A. Periódicos UFSC (abre em nova aba)

Aplicação à pesquisa

Identifique se a tecnologia do seu projeto é apenas suporte para executar uma tarefa ou se modifica efetivamente as possibilidades de interação e aprendizagem matemática.

Questões para discussão

  • Quando uma tecnologia contribui efetivamente para a aprendizagem matemática?
  • Tecnologia e inovação são sinônimos?
  • Qual problema pedagógico o recurso pretende enfrentar?
  • Como avaliar um produto educacional?
  • Quais evidências permitem analisar aprendizagem?
  • Como evitar produtos tecnologicamente sofisticados, mas pedagogicamente frágeis?
  • Como essas questões se aplicam aos laboratórios e produtos desenvolvidos pelo GEPEMA?

Produto do encontro

Construção da Matriz de Fundamentação do Produto Educacional:

Problema educacional , depois Conhecimento matemático , depois Fundamento pedagógico , depois Tecnologia , depois Interação , depois Evidência de aprendizagem , depois Avaliação

9h30–12h

Etnomatemática, cultura, saberes e decolonialidade

Objetivo

Aprofundar as relações entre Educação Matemática, Etnomatemática, cultura, produção de conhecimentos e perspectivas decoloniais.

Leitura 1

PEREIRA, Sandy Aparecida; GODOY, Elenilton Vieira. Decolonialidade na Educação Matemática: uma revisão sistemática de literatura. Amazônia: Revista de Educação em Ciências e Matemáticas, v. 19, n. 42, 2023.

O artigo está em português e investiga como conceitos decoloniais vêm sendo mobilizados na Educação Matemática. Metodologicamente, utiliza revisão sistemática e os protocolos PRISMA e AMSTAR. Periódicos UFPA (abre em nova aba)

Por que ler?

O texto permite trabalhar simultaneamente uma discussão epistemológica relacionada às pesquisas do Grupo e observar como uma revisão sistemática é metodologicamente organizada.

Aplicação à pesquisa

Observe como os autores constroem o corpus e chegam às lacunas do campo. Pergunte quais pressupostos epistemológicos sustentam sua própria investigação.

Leitura 2 (retomada do encontro de 04/11)

LAMIM NETTO, Manoel de Souza; SANTOS, Adriele Ribeiro dos; MENEGHETTI, Renata Cristina Geromel. Etnomatemática: uma revisão bibliográfica do cenário internacional. Educação Matemática Pesquisa, 2020.

Leitura 3

CASSELA, Ezequias; MANRIQUE, Ana Lúcia. Da Etnomatemática à Etnomodelagem: caminhos entre êmico e o ético em um diálogo baseado na alteridade a partir da cultura Umbundu/Bié-Angola. Ensino da Matemática em Debate, v. 11, n. 2, p. 120–144, 2024.

O artigo está disponível em português e discute diálogo entre saberes da cultura Umbundu, em Angola, e conhecimentos acadêmicos por meio da Etnomodelagem. O periódico informa explicitamente a disponibilidade de PDF em português. Revistas PUCSP (abre em nova aba)

Questões para discussão

  • O que caracteriza uma investigação em Etnomatemática?
  • Como cultura e conhecimento matemático se relacionam?
  • Como evitar transformar práticas culturais em simples ilustrações da Matemática escolar?
  • Como estabelecer diálogo entre diferentes conhecimentos?
  • Quais relações e diferenças existem entre Etnomatemática e decolonialidade?
  • O que diferencia Etnomatemática de Etnomodelagem?
  • Que problemas de pesquisa podem surgir dessas perspectivas?

Produto do encontro

Construção coletiva de uma seção de Etnomatemática no Banco de Problemas de Pesquisa do GEPEMA.

9h30–12h

Síntese das pesquisas, integridade científica, tecnologias e planejamento 2027

Objetivo

Encerrar o percurso formativo de 2026.2 analisando o desenvolvimento das pesquisas, as contribuições das leituras realizadas e os desafios científicos e tecnológicos para o próximo ciclo.

Neste encontro, os artigos estudados durante o semestre constituirão novamente o corpus de leitura. Isso permitirá ao estudante retornar às leituras depois de ter avançado em seu próprio projeto.

Questões para discussão

  • O que mudou no meu problema de pesquisa?
  • Minha pergunta continua adequada?
  • O que descobri na literatura?
  • Qual é hoje a principal lacuna da minha investigação?
  • Que decisão metodológica ainda precisa ser tomada?
  • Como as tecnologias podem contribuir para meu projeto?
  • Como preservar autoria, integridade e rastreabilidade no uso de tecnologias digitais e de inteligência artificial (IA)?
  • Qual deverá ser o próximo passo da pesquisa?
  • Que problemas identificados neste semestre poderão originar projetos em 2027?

Produto final

Cada estudante apresentará uma Síntese de Evolução da Pesquisa, contendo:

Problema inicial , depois Problema atual , depois Literatura incorporada , depois Decisões metodológicas , depois Avanços , depois Dificuldades , depois Próximos passos

O encontro também consolidará o Banco de Problemas de Pesquisa do GEPEMA para 2027.

Dinâmica permanente dos encontros

Em todos os encontros temáticos:

9h30–9h45
Abertura e contextualização
9h45–10h30
Apresentação e problematização dos artigos
10h30–11h
Leitura conjunta de trechos selecionados
11h–11h45
Debate e aplicação às pesquisas em desenvolvimento
11h45–12h
Síntese, registro e encaminhamentos

Cada encontro terá apresentadores e debatedores previamente definidos.

O princípio é simples:

Ler , depois Problematizar , depois Discutir , depois Relacionar , depois Aplicar à pesquisa , depois Registrar.

Banco de Problemas de Pesquisa do GEPEMA

As questões científicas identificadas durante os encontros serão registradas progressivamente no Banco de Problemas de Pesquisa do GEPEMA.

Esse espaço deverá subsidiar futuros trabalhos e projetos:

PIBIC , PIBITI , TCC , Especialização , Dissertações , Teses , Produtos Educacionais , Projetos de Pesquisa , Projetos Interinstitucionais

A leitura científica passa, assim, a alimentar tanto as pesquisas em desenvolvimento quanto a formulação das investigações futuras do Grupo.

Orientação aos participantes

Os artigos deverão ser lidos antes de cada encontro.

Durante a leitura, cada participante deverá responder:

  1. Qual problema o artigo investiga?
  2. Qual é o objetivo da investigação?
  3. Como a pesquisa foi realizada?
  4. Quais foram os principais resultados?
  5. Que lacuna permanece?
  6. O que essa leitura modifica ou acrescenta à minha própria pesquisa?

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