Cálculo I · Unidade 1 · Demonstrativa
Fundamentos matemáticos
Os números reais, sua ordem e sua geometria: a base sobre a qual limites, derivadas e integrais serão construídos.
Pré-requisitos: Geometria Plana · semelhança de triângulos e Teorema de Pitágoras (Capítulo 8).
Objetivos de aprendizagem
- Enunciar os axiomas de corpo, de ordem e da completude de e deduzir deles propriedades usuais.
- Usar supremo e ínfimo; demonstrar a propriedade arquimediana, a existência de e sua irracionalidade.
- Demonstrar a densidade de e de e interpretar dízimas infinitas como supremos.
- Operar com intervalos, inclusive famílias infinitas, e aplicar o teorema dos intervalos encaixados.
- Interpretar como distância e resolver equações e inequações modulares por casos e por geometria.
- Resolver inequações polinomiais, racionais e com raízes por estudo de sinal, justificando cada passagem.
- Demonstrar e aplicar as desigualdades triangular, MA–MG, de Bernoulli e de Cauchy–Schwarz.
- No plano cartesiano, deduzir e usar distância, ponto médio, inclinação, paralelismo, perpendicularidade, distância de ponto a reta e equações de circunferências.
1.1 Números reais
O Cálculo estuda variação e aproximação. Toda vez que dissermos que uma sequência de valores "se aproxima" de um número, precisaremos garantir que esse número existe. Com os racionais isso falha: há aproximações racionais cada vez melhores de , mas nenhum racional no ponto de chegada. O conjunto dos números reais é construído exatamente para não ter lacunas. Esta seção organiza o que se admite sobre (axiomas) e o que se demonstra a partir disso.
DefiniçãoConjuntos numéricos
PropriedadeAxiomas de corpo
PropriedadeAxiomas de ordem
TeoremaPrimeiras consequências da ordem
Demonstração
DefiniçãoLimitantes, supremo e ínfimo
PropriedadeAxioma da completude (do supremo)
TeoremaPropriedade arquimediana
Demonstração
Teorema é irracional
Demonstração
TeoremaExiste um real positivo cujo quadrado é
Demonstração
Contraexemplo não é completo
TeoremaDensidade dos racionais e dos irracionais
Demonstração
Exemplo resolvidoSupremo que não é máximo
- Os elementos são , crescentes. O menor é (para ): .
- é limitante superior, pois para todo .
- Nenhum (com ) é limitante superior: pela propriedade arquimediana há com , logo . Assim .
- (seria preciso ): o supremo existe, mas não tem máximo.
Exemplo resolvidoDízimas periódicas e o caso
- Se , então e : .
- Uma dízima infinita designa o supremo de suas aproximações finitas. Para : .
- é limitante superior de , e nenhum o é, pois para grande (arquimediana). Logo .
- Portanto exatamente: são duas representações decimais do mesmo número, não "um número infinitamente próximo de ".
Atenção conceitualAproximação não é igualdade
1.2 Intervalos
DefiniçãoIntervalos
| Notação | Desigualdades | Extremos | Na reta |
|---|---|---|---|
| ambos incluídos | bolinhas cheias em e | ||
| ambos excluídos | bolinhas vazias em e | ||
| só | cheia em , vazia em | ||
| incluído | semirreta a partir de | ||
| excluído | semirreta até |
TeoremaSupremo e ínfimo de intervalos
Demonstração
Exemplo resolvidoOperações com intervalos
- : e , isto é, : .
- : os intervalos se sobrepõem, logo .
- : em e fora de , ou seja, (o não está em ): .
- : o extremo excluído de passa a ser incluído no complementar, e vice-versa.
Exemplo resolvidoFamílias infinitas de intervalos
- pertence a todos os intervalos . Se , pela propriedade arquimediana há com , e fica fora desse intervalo. Logo a interseção é .
- Todo está em algum (basta ); e os negativos não estão em nenhum. A união é .
- Leitura: uma interseção infinita de intervalos abertos pode não ser aberta, e uma união infinita de fechados pode não ser fechada.
TeoremaIntervalos encaixados (Cantor)
Demonstração
ContraexemploFechados e limitados são indispensáveis
Atenção conceitualAberto ou fechado faz diferença
1.3 Valor absoluto
DefiniçãoValor absoluto e distância
TeoremaPropriedades fundamentais
Demonstração
TeoremaDesigualdade triangular
Demonstração
Exemplo resolvidoInequação modular como distância
- Por (v) estrita: .
- Somando : ; dividindo por : .
- Leitura geométrica: : os pontos a menos de de . Solução: .
Exemplo resolvidoEquação com dois módulos: método das regiões
- Os módulos mudam de expressão em e ; estudamos três regiões.
- : , que está na região: solução.
- : : nenhuma solução.
- : : solução.
- Geometria: a soma das distâncias de a e a vale (a distância entre eles) para entre os dois e cresce fora; vale a uma unidade além de cada extremo. .
Exemplo resolvidoDesigualdade triangular reversa
- , logo .
- Trocando os papéis de e : .
- Juntas: , e por (v) .
Contraexemplo é falso
ObservaçãoA linguagem das tolerâncias
1.4 Desigualdades
TeoremaMonotonicidade de potências, raízes e inversos
Demonstração
PropriedadeEstudo de sinal
Exemplo resolvidoInequação racional por estudo de sinal
- Passando para um lado: .
- Zeros: numerador em ; denominador em (excluído).
- Sinais: em , ; em , ; em , .
- Solução: — o entra (a fração vale ), o não.
Exemplo resolvidoInequação com raiz: domínio e quadrados
- Domínio: . Como , é necessário , isto é, .
- Com os dois lados não negativos, elevar ao quadrado preserva a desigualdade (teorema acima): , ou , isto é, : ou .
- Interseção com : . Conferência: dá ; dá . Solução: .
TeoremaDesigualdade entre as médias (MA–MG)
Demonstração
TeoremaDesigualdade de Bernoulli
Demonstração
TeoremaDesigualdade de Cauchy–Schwarz no plano
Demonstração
Exemplo resolvidoMenor valor sem derivadas
- Aplicando MA–MG a e , ambos positivos: .
- Logo , com igualdade se, e somente se, , isto é, (pois ).
- Para a afirmação é falsa: dá . A hipótese é usada na aplicação de MA–MG.
ContraexemploMultiplicar sem conhecer o sinal
1.5 Plano cartesiano
DefiniçãoCoordenadas
TeoremaDistância entre dois pontos
Demonstração
TeoremaPonto médio
Demonstração
TeoremaA inclinação de uma reta está bem definida
Demonstração
PropriedadeEquações da reta
TeoremaParalelas e perpendiculares
Demonstração
TeoremaDistância de um ponto a uma reta
Demonstração
DefiniçãoCircunferência
Exemplo resolvidoCompletar quadrados e reta tangente
- Completando quadrados: , isto é, : circunferência de centro e raio .
- está nela: .
- A tangente é perpendicular ao raio no ponto de tangência. Inclinação do raio: ; da tangente: .
- Tangente: , ou . Conferência: , o raio.
Exemplo resolvidoReta e circunferência: posição relativa
- Substituindo: .
- ; . A reta é secante: pontos e .
- Conferência pela distância do centro à reta : , confirmando dois pontos comuns.
Nota históricaCoordenadas: Fermat e Descartes
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Valor absoluto: distância e tolerância →
|x − a| é a distância entre x e a. Com essa leitura, decida antes de olhar: que conjunto uma condição com módulo descreve (inclusive os casos-limite |x − 3| ≤ 0 e |x − 2| > −1)? Uma peça medida com incerteza pode ser aceita com garantia? Se |y − a| < δ e |x − y| < δ, quão longe x pode estar de a? O programa procura o x que refuta a sua conjectura — nas extremidades, inclusive —, e a justificativa vem da leitura como distância e da desigualdade triangular. A mesma desigualdade decide tolerâncias de fabricação, erros de medição, distâncias em mapas e comparações no computador.
No MatLabG, o conteúdo desta unidade encontra outras áreas e a experimentação, com aplicações resolvidas. Depois, volte aqui para formalizar nas atividades.
Síntese
- é um corpo ordenado completo: a completude (todo conjunto não vazio limitado superiormente tem supremo) é o que falta a .
- Da completude vêm a propriedade arquimediana, a existência de , a densidade de racionais e irracionais e os intervalos encaixados.
- Intervalos fechados e limitados têm máximo e mínimo; abertos, não necessariamente — as hipóteses dos teoremas importam.
- é distância; ; .
- Inequações se resolvem por operações que preservam (ou invertem, com justificativa) a ordem e por estudo de sinal.
- No plano, a distância vem de Pitágoras; perpendicularidade é ; a distância de ponto a reta vem de Cauchy–Schwarz.
Exercícios
60 exercícios autorais, organizados por tópico e em três níveis (Fundamental, Intermediário, Aprofundamento): 19 resolvidos, que mostram o raciocínio completo, e 41 propostos, para você resolver antes de conferir a resolução completa. Os tipos de questão foram escolhidos a partir de obras de referência (lista ao final); dados, redação e resoluções são próprios.
1.1 Números reais
Exercício 1.1.1
Resolvido Nível 1 · Fundamental ConceitualResolução
- (a) : racional. (b) Quociente de inteiros: racional (é só uma aproximação de ). (c) : racional.
- (d) Se , então , contradição. Irracional.
- (e) ; se fosse racional , seria racional. Irracional.
- (f) Uma dízima representa um racional se, e somente se, é finita ou periódica. Aqui os blocos de zeros crescem sem fim, logo não há período: irracional.
Resposta: Racionais: (a), (b), (c). Irracionais: (d), (e), (f).
Tipo de questão observado em: Larson e Edwards (2019), Apêndice C.1.
Exercício 1.1.2
Resolvido Nível 1 · Fundamental CálculoResolução
- Seja O período () começa após uma casa decimal.
- e têm a mesma parte decimal.
- Subtraindo: , logo (dividindo por ).
- Conferência:
Resposta: .
Tipo de questão observado em: Larson e Edwards (2019), Apêndice C.1.
Exercício 1.1.3
Resolvido Nível 2 · Intermediário DemonstraçãoResolução
- Se , então ( é fechado para a subtração): contradição.
- Se , como , ( é fechado para a divisão por não nulos): contradição.
- A hipótese é necessária: .
Resposta: Ambos são irracionais (demonstração por contradição).
Exercício 1.1.4
Resolvido Nível 3 · Aprofundamento DemonstraçãoResolução
- Para : e , logo . Assim é limitante superior e é limitante inferior.
- Dado , pela propriedade arquimediana existe com . Com : . Nenhum número menor que é limitante superior: .
- Por simetria (troque e ), para grande: .
- e , pois exigiriam ou . Não há máximo nem mínimo.
Resposta: e , nenhum dos dois atingido.
Tipo de questão observado em: Richardson (2008), cap. 1.
Exercício 1.1.5
Proposto Nível 1 · Fundamental CálculoConferir a resolução completa
- .
- .
- Erros: e . A fração , conhecida na China desde o século V, é muito melhor.
Resposta: As duas frações são maiores que ; erra por menos de .
Tipo de questão observado em: Larson e Edwards (2019), Apêndice C.1.
Exercício 1.1.6
Proposto Nível 1 · Fundamental CálculoConferir a resolução completa
- (a) : , .
- (b) : , .
Resposta: (a) ; (b) .
Tipo de questão observado em: Larson e Edwards (2019), Apêndice C.1.
Exercício 1.1.7
Proposto Nível 2 · Intermediário DemonstraçãoConferir a resolução completa
- Suponha com positivos sem fator comum. Então é par, logo é par: .
- Então , isto é, . Logo é par; como é ímpar, é par e é par.
- e pares contradiz a hipótese de fração irredutível.
Resposta: .
Exercício 1.1.8
Proposto Nível 2 · Intermediário DemonstraçãoConferir a resolução completa
- Suponha ; note que .
- Então e, elevando ao quadrado, .
- Logo , contradição com a irracionalidade de .
Resposta: .
Exercício 1.1.9
Proposto Nível 2 · Intermediário ConceitualConferir a resolução completa
- (a) Falso: .
- (b) Verdadeiro: é a densidade de em , que vale entre quaisquer reais distintos.
- (c) Falso: .
- (d) Verdadeiro: se é limitado inferiormente, é limitado superiormente e tem supremo ; então (veja o exercício 1.1.11).
Resposta: (a) F; (b) V; (c) F; (d) V.
Tipo de questão observado em: Larson e Edwards (2019), Apêndice C.1.
Exercício 1.1.10
Proposto Nível 2 · Intermediário CálculoConferir a resolução completa
- ; logo .
- é limitante superior; pela densidade, entre e há racionais de . Logo ; analogamente, .
- são irracionais, logo não estão em .
Resposta: e ; nenhum pertence a .
Tipo de questão observado em: Richardson (2008), cap. 1.
Exercício 1.1.11
Proposto Nível 3 · Aprofundamento DemonstraçãoConferir a resolução completa
- Seja . Para , , logo : é limitante inferior de .
- Dado , existe com , isto é, . Nenhum número maior que é limitante inferior de .
- Logo .
Resposta: .
Tipo de questão observado em: Richardson (2008), cap. 1.
Exercício 1.1.12
Proposto Nível 3 · Aprofundamento DemonstraçãoConferir a resolução completa
- Existência: pela propriedade arquimediana, há inteiros maiores que ; o conjunto é não vazio e limitado inferiormente por (e por algum inteiro, aplicando a arquimediana a ). Todo conjunto de inteiros não vazio e limitado inferiormente tem mínimo; seja .
- Então e , isto é, . Com : .
- Unicidade: se e , então e , isto é, ; como são inteiros, .
Resposta: Existe e é único: .
Exercício 1.1.13
Proposto Nível 2 · Intermediário AplicaçãoConferir a resolução completa
- , e . Logo .
- .
- O denominador é maior que , logo o erro é menor que .
Resposta: .
1.2 Intervalos
Exercício 1.2.1
Resolvido Nível 1 · Fundamental ConceitualResolução
- (a) : limitado.
- (b) : , ilimitado.
- (c) : , limitado.
- (d) : não é um intervalo (falta o trecho ) e é ilimitado.
Resposta: (a) ; (b) ; (c) ; (d) .
Tipo de questão observado em: Larson e Edwards (2019), Apêndice C.1.
Exercício 1.2.2
Resolvido Nível 2 · Intermediário CálculoResolução
- : e : .
- : em e : .
- .
- ; o complementar é o que falta: .
Resposta: ; ; ; .
Tipo de questão observado em: Larson (2013), Apêndice A.1.
Exercício 1.2.3
Resolvido Nível 3 · Aprofundamento DemonstraçãoResolução
- está contido em cada intervalo: se , então .
- Se : pela propriedade arquimediana, existe com , isto é, ; então .
- Se : existe com , isto é, , e não está nesse intervalo.
- Logo a interseção é exatamente : interseções infinitas de intervalos não fechados podem ser fechadas.
Resposta: A interseção é .
Exercício 1.2.4
Proposto Nível 1 · Fundamental ConceitualConferir a resolução completa
- (a) . (b) . (c) . (d) : .
Resposta: ; ; ; .
Tipo de questão observado em: Larson e Edwards (2019), Apêndice C.1.
Exercício 1.2.5
Proposto Nível 1 · Fundamental ConceitualConferir a resolução completa
- (a) ; , sem máximo.
- (b) ; não é limitado inferiormente: sem ínfimo nem mínimo.
- (c) ; , sem mínimo.
Resposta: (a) , ; (b) ; (c) , .
Exercício 1.2.6
Proposto Nível 2 · Intermediário CálculoConferir a resolução completa
- ; .
- (o não está em ); .
- .
Resposta: ; ; ; ; .
Tipo de questão observado em: Larson (2013), Apêndice A.1.
Exercício 1.2.7
Proposto Nível 2 · Intermediário CálculoConferir a resolução completa
- : , : .
- : ; : .
Resposta: , ; , .
Tipo de questão observado em: Larson e Edwards (2019), Apêndice C.1.
Exercício 1.2.8
Proposto Nível 2 · Intermediário CálculoConferir a resolução completa
- Para o intervalo é ; os intervalos crescem com .
- Todo está em algum deles: basta , o que a propriedade arquimediana garante.
- e não estão em nenhum (), nem pontos fora de .
Resposta: : união infinita de fechados que é aberta.
Exercício 1.2.9
Proposto Nível 3 · Aprofundamento InvestigaçãoConferir a resolução completa
- : . : .
- : . : .
- Os intervalos são fechados, limitados e encaixados: há um ponto comum a todos. Em cada vale , e o comprimento é .
- Como , temos para todo ; pela arquimediana, . Após quatro passos, o erro é no máximo .
Resposta: contém ; o ponto comum a todos os é .
Exercício 1.2.10
Proposto Nível 3 · Aprofundamento DemonstraçãoConferir a resolução completa
- Sejam e intervalos, e suponha . Tome e .
- Como e é convexo, ; do mesmo modo, . Logo .
- é convexo, portanto é um intervalo (possivelmente reduzido a um ponto).
Resposta: A interseção é vazia ou um intervalo.
1.3 Valor absoluto
Exercício 1.3.1
Resolvido Nível 1 · Fundamental CálculoResolução
- ; ; distância .
- ; ; distância .
- A distância orientada tem sinal (indica o sentido); a distância é sempre .
Resposta: , , ; , , .
Tipo de questão observado em: Larson e Edwards (2019), Apêndice C.1.
Exercício 1.3.2
Resolvido Nível 1 · Fundamental ConceitualResolução
- (a) : .
- (b) ou : .
- (c) Centro , semiamplitude : .
Resposta: (a) ; (b) ; (c) .
Tipo de questão observado em: Larson e Edwards (2019), Apêndice C.1.
Exercício 1.3.3
Resolvido Nível 2 · Intermediário CálculoResolução
- ou .
- .
- .
- Conferência: : ; : .
Resposta: .
Tipo de questão observado em: Mendelson (1988), cap. 2.
Exercício 1.3.4
Resolvido Nível 2 · Intermediário CálculoResolução
- Os dois lados são não negativos; para eles, (monotonicidade dos quadrados).
- .
- Estudo de sinal: ou .
- Conferência: : ✓; : ✗; : ✓.
Resposta: .
Tipo de questão observado em: Mendelson (1988), cap. 2.
Exercício 1.3.5
Proposto Nível 1 · Fundamental CálculoConferir a resolução completa
- (a) .
- (b) ou : ou .
- (c) (ao multiplicar por , os sentidos se invertem).
- (d) .
Resposta: (a) ; (b) ; (c) ; (d) .
Tipo de questão observado em: Larson e Edwards (2019), Apêndice C.1; Mendelson (1988), cap. 2.
Exercício 1.3.6
Proposto Nível 2 · Intermediário CálculoConferir a resolução completa
- É necessário , isto é, (um módulo não é negativo).
- ; . Ambos satisfazem .
- Conferência: : ; : .
Resposta: .
Tipo de questão observado em: Mendelson (1988), cap. 2.
Exercício 1.3.7
Proposto Nível 2 · Intermediário CálculoConferir a resolução completa
- : : .
- : : todo o intervalo .
- : : .
- A soma das distâncias a e a vale entre eles e cresce unidades por unidade de afastamento: chega a uma unidade além de cada extremo.
Resposta: .
Tipo de questão observado em: Mendelson (1988), cap. 2.
Exercício 1.3.8
Proposto Nível 2 · Intermediário DemonstraçãoConferir a resolução completa
- .
- , logo .
- Assim .
Resposta: Demonstrado: .
Exercício 1.3.9
Proposto Nível 3 · Aprofundamento InvestigaçãoConferir a resolução completa
- . Primeiro limite : então e .
- Assim . Basta , isto é, .
- Com a implicação vale. Qualquer menor também serve; o problema pede um, não o maior.
Resposta: (ou qualquer valor positivo menor).
Exercício 1.3.10
Proposto Nível 3 · Aprofundamento DemonstraçãoConferir a resolução completa
- Indução em . Para , vale a igualdade.
- Suponha válido para . Então pela desigualdade triangular.
- Pela hipótese de indução, isso é .
Resposta: Demonstrado por indução.
Exercício 1.3.11
Proposto Nível 2 · Intermediário AplicaçãoConferir a resolução completa
- .
- A conversão é crescente: e .
- Centro ; semiamplitude .
Resposta: °C; °F.
Tipo de questão observado em: Larson (2013), Apêndice A.2.
1.4 Desigualdades
Exercício 1.4.1
Resolvido Nível 1 · Fundamental CálculoResolução
- (a) Somando aos dois lados: ; dividindo por : .
- (b) Subtraindo de todos os membros: ; dividindo por : .
Resposta: (a) ; (b) .
Tipo de questão observado em: Mendelson (1988), cap. 1.
Exercício 1.4.2
Resolvido Nível 2 · Intermediário CálculoResolução
- Zeros: , , . Em cada intervalo, o sinal de cada fator é constante.
- : . : . : . : .
Resposta: .
Tipo de questão observado em: Mendelson (1988), cap. 1.
Exercício 1.4.3
Resolvido Nível 2 · Intermediário CálculoResolução
- .
- Zeros: (numerador, incluído); e (denominador, excluídos).
- : . : . : . : .
Resposta: .
Tipo de questão observado em: Mendelson (1988), cap. 1.
Exercício 1.4.4
Resolvido Nível 2 · Intermediário AplicaçãoResolução
- Receita . Lucro positivo: .
- é inteiro: . Com peças o lucro é zero (ponto de equilíbrio).
Resposta: A partir de peças.
Tipo de questão observado em: Larson e Edwards (2019), Apêndice C.1; Larson (2013), Apêndice A.1.
Exercício 1.4.5
Proposto Nível 1 · Fundamental CálculoConferir a resolução completa
- (a) ; raízes : e . Coeficiente de positivo: negativo entre as raízes.
- (b) : entre as raízes, com elas.
Resposta: (a) ; (b) .
Tipo de questão observado em: Mendelson (1988), cap. 1; Larson e Edwards (2019), Apêndice C.1.
Exercício 1.4.6
Proposto Nível 2 · Intermediário CálculoConferir a resolução completa
- . Zeros: .
- : ; : ; : ; : positivo.
- Atenção: dividir por perderia as soluções negativas.
Resposta: .
Tipo de questão observado em: Larson e Edwards (2019), Apêndice C.1.
Exercício 1.4.7
Proposto Nível 2 · Intermediário CálculoConferir a resolução completa
- .
- Zeros: (incluído) e (excluído).
- : ✓; : ; : ✓.
Resposta: .
Tipo de questão observado em: Mendelson (1988), cap. 1.
Exercício 1.4.8
Proposto Nível 2 · Intermediário CálculoConferir a resolução completa
- Domínio: .
- Se (isto é, ), a desigualdade vale automaticamente: .
- Se , os dois lados são e podemos elevar ao quadrado: : .
- União dos casos. Conferência: dá ; dá .
Resposta: .
Exercício 1.4.9
Proposto Nível 2 · Intermediário DemonstraçãoConferir a resolução completa
- MA–MG com e (positivos): .
- Igualdade se, e somente se, , isto é, , isto é, (ambos positivos).
Resposta: Demonstrado; igualdade para .
Exercício 1.4.10
Proposto Nível 3 · Aprofundamento DemonstraçãoConferir a resolução completa
- (expanda para conferir).
- A soma de quadrados é ; dividindo por , segue a desigualdade.
- Igualdade se, e somente se, os três quadrados se anulam: .
Resposta: Vale sempre; igualdade exatamente quando .
Exercício 1.4.11
Proposto Nível 2 · Intermediário AplicaçãoConferir a resolução completa
- Lados com . Perímetro .
- MA–MG: , logo .
- Igualdade se, e somente se, .
Resposta: O quadrado de lado m, com perímetro m.
Exercício 1.4.12
Proposto Nível 3 · Aprofundamento InvestigaçãoConferir a resolução completa
- (a) Bernoulli com : . Basta , isto é, : garante.
- (b) Por tentativas: e . O menor é .
- A estimativa de Bernoulli é válida, mas grosseira: troca uma pergunta difícil (o menor ) por uma fácil (um suficiente). Essa troca, com o custo de uma cota folgada, é típica das demonstrações do Cálculo.
Resposta: (a) basta; (b) o menor é .
Exercício 1.4.13
Proposto Nível 3 · Aprofundamento AplicaçãoConferir a resolução completa
- , logo .
- Igualdade quando é proporcional a com : , , e , .
- Ponto ; conferência: .
Resposta: Máximo , atingido em .
1.5 Plano cartesiano
Exercício 1.5.1
Resolvido Nível 1 · Fundamental CálculoResolução
- ; ; .
- : pela recíproca de Pitágoras, o ângulo em é reto; : isósceles.
- Área .
Resposta: Retângulo em , isósceles; área .
Tipo de questão observado em: Larson e Edwards (2019), Apêndice C.2.
Exercício 1.5.2
Resolvido Nível 2 · Intermediário CálculoResolução
- Inclinações: de a : ; de a : . Iguais, com ponto comum: colineares.
- Distâncias: , e, entre os extremos, . Como , vale a igualdade na desigualdade triangular: o ponto do meio está no segmento.
Resposta: Sim, são colineares.
Tipo de questão observado em: Larson e Edwards (2019), Apêndice C.2.
Exercício 1.5.3
Resolvido Nível 2 · Intermediário CálculoResolução
- Somando as equações: , , . Ponto .
- tem inclinação ; a perpendicular tem inclinação ().
- , ou . Conferência: .
Resposta: .
Tipo de questão observado em: Mendelson (1988), cap. 3.
Exercício 1.5.4
Resolvido Nível 3 · Aprofundamento DemonstraçãoResolução
- Retas paralelas estão a distância constante; basta medir a distância de um ponto da primeira à segunda.
- Como , a fórmula da distância a uma reta dá .
- Aplicação: . Conferência com na primeira: .
Resposta: Distância .
Tipo de questão observado em: Mendelson (1988), cap. 3.
Exercício 1.5.5
Proposto Nível 1 · Fundamental CálculoConferir a resolução completa
- .
- .
Resposta: ; .
Tipo de questão observado em: Larson e Edwards (2019), Apêndice C.2.
Exercício 1.5.6
Proposto Nível 1 · Fundamental CálculoConferir a resolução completa
- : inclinação , intercepto ; com , .
- Paralela: inclinação ; , isto é, .
Resposta: , interceptos e ; .
Tipo de questão observado em: Mendelson (1988), cap. 3.
Exercício 1.5.7
Proposto Nível 2 · Intermediário CálculoConferir a resolução completa
- .
Resposta: ou .
Tipo de questão observado em: Larson e Edwards (2019), Apêndice C.2.
Exercício 1.5.8
Proposto Nível 2 · Intermediário CálculoConferir a resolução completa
- O centro equidista dos três pontos: está na mediatriz de –, , e na de –, .
- Centro ; raio .
- Conferência: : ; : .
Resposta: .
Tipo de questão observado em: Mendelson (1988), cap. 4.
Exercício 1.5.9
Proposto Nível 2 · Intermediário ConceitualConferir a resolução completa
- Completando quadrados: .
- Uma soma de quadrados não é negativa: nenhum ponto satisfaz a equação.
Resposta: Não: o conjunto solução é vazio.
Tipo de questão observado em: Mendelson (1988), cap. 4.
Exercício 1.5.10
Proposto Nível 2 · Intermediário CálculoConferir a resolução completa
- .
Resposta: .
Tipo de questão observado em: Mendelson (1988), cap. 3.
Exercício 1.5.11
Proposto Nível 3 · Aprofundamento DemonstraçãoConferir a resolução completa
- Escolha eixos com o ângulo reto na origem: vértices , , .
- Ponto médio da hipotenusa: .
- (cálculo direto).
- A escolha dos eixos não perde generalidade: distâncias não dependem do sistema de coordenadas.
Resposta: equidista dos vértices: é o centro da circunferência circunscrita.
Exercício 1.5.12
Proposto Nível 3 · Aprofundamento CálculoConferir a resolução completa
- A reta vertical corta a circunferência em dois pontos; as demais são , ou .
- Tangência: distância do centro igual ao raio: .
- Para : : ponto . Para : ponto .
Resposta: (tangente em ) e (tangente em ).
Tipo de questão observado em: Mendelson (1988), cap. 4.
Exercício 1.5.13
Proposto Nível 2 · Intermediário AplicaçãoConferir a resolução completa
- Base ; reta : , ou .
- Altura: .
- Área . Conferência: .
Resposta: Área .
História, Filosofia e Educação Matemática
História da Matemática
Da grandeza incomensurável ao corpo ordenado completo
A história dos números reais não é a de uma descoberta súbita, mas a de um longo desacordo entre o que se sabia medir e o que se sabia contar. Os Elementos de Euclides tratam, no Livro X, de grandezas incomensuráveis — pares de segmentos, como o lado e a diagonal do quadrado, que não admitem unidade comum. O Livro V, cuja teoria das proporções é tradicionalmente atribuída a Eudoxo, contorna a dificuldade sem inventar números novos: compara razões entre grandezas por meio de todos os múltiplos inteiros possíveis. Essa comparação, que separa as razões "menores" das "maiores", antecipa em mais de dois milênios a ideia de corte que Dedekind formularia em 1872.
Atenção conceitualLendas e fontes
No fim do século XVI, Simon Stevin publicou De Thiende (1585), um pequeno tratado que propunha as frações decimais para o comércio, a agrimensura e a astronomia. A notação decimal aproximou medida e cálculo e, com ela, os irracionais passaram a ser manejados por aproximações cada vez mais finas, como fazemos com . A mesma prática, porém, alimentou uma confusão que ainda encontramos entre estudantes: identificar o número com sua escrita decimal truncada.
Em 1637, Descartes publicou La Géométrie, em que problemas geométricos são traduzidos em equações e resolvidos algebricamente; Fermat desenvolvia, na mesma época e de modo independente, ideias semelhantes. Nenhum dos dois usou exatamente o "plano cartesiano" desta unidade — dois eixos perpendiculares, a mesma unidade, coordenadas negativas —, que é resultado de padronizações posteriores. O essencial, porém, já estava lá: curvas passam a ser descritas por relações entre quantidades, e a geometria ganha o poder de cálculo da álgebra.
O Cálculo de Newton e Leibniz, no século XVII, operou por mais de um século sem uma definição precisa de número real. No início do século XIX, Cauchy, em seu Cours d'analyse (1821), passou a exprimir limites e continuidade por meio de quantidades que podem ser tornadas menores que qualquer quantidade dada — linguagem que desembocaria nas desigualdades do tipo . Faltava, contudo, garantir que as aproximações tivessem sempre um ponto de chegada. Dedekind relata, no prefácio de Stetigkeit und irrationale Zahlen (1872), que, ao ensinar Cálculo em Zurique em 1858, sentiu a ausência de um fundamento aritmético para a continuidade; sua resposta foram os cortes. No mesmo ano, Cantor publicou uma construção baseada em sequências. As duas construções são equivalentes e produzem o que hoje chamamos de corpo ordenado completo: exatamente a lista de axiomas adotada na seção 1.1.
Nota históricaO que a história ensina a esta unidade
Filosofia da Matemática
O contínuo, a existência matemática e o papel do contraexemplo
Para Aristóteles, no Livro VI da Física, o contínuo não é composto de indivisíveis: um segmento divide-se sempre em segmentos, nunca em pontos. A reta real moderna inverte essa imagem — é um conjunto de pontos, cada um correspondendo a um número. Dedekind tinha consciência do salto. Em 1872, observou que não se pode demonstrar que o espaço seja contínuo; atribuir à reta a completude dos reais é uma decisão, um axioma que torna a geometria e a aritmética compatíveis. A pergunta "a reta é, de fato, feita de pontos?" deixa de ser empírica e passa a ser uma escolha de modelo.
Que tipo de existência têm os números reais? Para uma leitura platonista, existe independentemente de nós, e a matemática o descobre. Dedekind, em Was sind und was sollen die Zahlen? (1888), chamou os números de "criações livres do espírito humano". Entre as duas posições há uma terceira, operacional, que esta unidade adota: é o que satisfaz certos axiomas, e o teorema da existência de mostra que o axioma da completude garante um número com quadrado — nada mais é afirmado. A mudança de perspectiva é sutil, mas decisiva: a pergunta "o que é um número real?" é substituída por "o que se pode provar sobre ele?".
Bento de Jesus Caraça (1951) apresenta a ampliação dos campos numéricos como resposta a exigências da medida e da operação: cada novo campo resolve uma impossibilidade do anterior (a subtração nos naturais, a divisão nos inteiros, a medida de incomensuráveis nos racionais), preservando o que já valia. Essa leitura oferece um fio condutor para a sequência que não depende da memorização de definições, e ajuda a entender por que as propriedades de corpo e de ordem são mantidas em cada ampliação.
Lakatos (1976) mostrou, com a história da fórmula de Euler para poliedros, que teoremas e definições se refinam no confronto com contraexemplos. Os blocos "Contraexemplo" desta unidade seguem esse espírito: o teorema dos intervalos encaixados falha para intervalos abertos ou ilimitados, e é o contraexemplo que revela por que as hipóteses "fechado" e "limitado" estão no enunciado. Ler um teorema é perguntar o que acontece quando se retira cada hipótese.
ObservaçãoVisualizar não é demonstrar
Educação Matemática
Imagens de conceito, obstáculos e a transição para o Cálculo
Tall e Vinner (1981) distinguiram a definição do conceito — o enunciado aceito pela comunidade matemática — da imagem do conceito — o conjunto de figuras, exemplos, procedimentos e propriedades que cada pessoa associa a ele. No início do Cálculo, a imagem de "número real" costuma ser a de um decimal finito da calculadora, e a imagem de "valor absoluto", a de uma regra para "tirar o sinal". Essas imagens não são simplesmente erradas: funcionaram por anos. O problema surge quando entram em conflito com a definição, como no caso de ou de .
A noção de obstáculo epistemológico, formulada por Bachelard para a história das ciências e trazida para a didática da matemática por Brousseau (1983), ajuda a entender por que certos erros resistem ao ensino: trata-se de conhecimentos que foram eficazes num domínio e se tornam resistentes fora dele. Exemplos desta unidade: "todo número tem um sucessor imediato" (verdadeiro nos inteiros, falso nos reais, pela densidade); "multiplicar os dois lados preserva a desigualdade" (verdadeiro para fatores positivos); "o quadrado de um número é maior que o número" (falso em ). Sierpinska (1985) mostrou obstáculos da mesma natureza em torno da noção de limite; parte deles tem raiz aqui.
No Brasil, Rezende (2003) argumentou que as dificuldades no ensino de Cálculo têm natureza epistemológica antes de metodológica, e que a educação básica tende a evitar as ideias que o Cálculo pressupõe. Entre as tensões que ele identifica estão as que opõem o discreto ao contínuo e o finito ao infinito. Esta unidade enfrenta ambas deliberadamente: a densidade e a completude tratam do contínuo; o supremo e as dízimas infinitas, do infinito.
PropriedadeDecisões didáticas desta unidade
Glossário da unidade
- Corpo ordenado completo
- Conjunto com adição, multiplicação e ordem compatíveis, em que todo subconjunto não vazio e limitado superiormente tem supremo. É o caso de e não de .
- Supremo e ínfimo
- Menor limitante superior e maior limitante inferior de um conjunto; podem não pertencer a ele.
- Propriedade arquimediana
- não é limitado em ; para todo há com .
- Densidade
- Entre dois reais distintos há sempre um racional e um irracional.
- Intervalos encaixados
- Sequência de intervalos fechados e limitados, cada um contido no anterior; têm ponto comum.
- Valor absoluto
- : distância de a ; : distância entre e .
- Vizinhança
- , os pontos a menos de de .
- Estudo de sinal
- Determinação do sinal de um produto ou quociente a partir do sinal de cada fator em cada intervalo.
- Inclinação
- Razão entre dois pontos de uma reta não vertical; independe dos pontos escolhidos.
Referências
- APOSTOL, T. M. Calculus. 2. ed. New York: John Wiley & Sons, 1967. v. 1.
- ARISTOTLE. Physics. Tradução de R. P. Hardie e R. K. Gaye. In: BARNES, J. (ed.). The complete works of Aristotle. Princeton: Princeton University Press, 1984. v. 1.
- ÁVILA, G. Análise matemática para licenciatura. 3. ed. São Paulo: Blucher, 2006.
- BACHELARD, G. A formação do espírito científico: contribuição para uma psicanálise do conhecimento. Rio de Janeiro: Contraponto, 1996.
- BOYER, C. B.; MERZBACH, U. C. História da matemática. 3. ed. São Paulo: Blucher, 2012.
- BROUSSEAU, G. Les obstacles épistémologiques et les problèmes en mathématiques. Recherches en Didactique des Mathématiques, Grenoble, v. 4, n. 2, p. 165-198, 1983.
- CANTOR, G. Über die Ausdehnung eines Satzes aus der Theorie der trigonometrischen Reihen. Mathematische Annalen, Leipzig, v. 5, p. 123-132, 1872.
- CARAÇA, B. J. Conceitos fundamentais da matemática. Lisboa: Tipografia Matemática, 1951.
- CAUCHY, A.-L. Cours d'analyse de l'École Royale Polytechnique: 1re partie, analyse algébrique. Paris: Debure, 1821.
- DEDEKIND, R. Stetigkeit und irrationale Zahlen. Braunschweig: Vieweg, 1872.
- DEDEKIND, R. Was sind und was sollen die Zahlen? Braunschweig: Vieweg, 1888.
- DESCARTES, R. La géométrie. In: DESCARTES, R. Discours de la méthode. Leyde: Ian Maire, 1637. p. 297-413.
- EUCLIDES. Os elementos. Tradução e introdução de Irineu Bicudo. São Paulo: Editora UNESP, 2009.
- GUIDORIZZI, H. L. Um curso de cálculo. 5. ed. Rio de Janeiro: LTC, 2001. v. 1.
- LAKATOS, I. Proofs and refutations: the logic of mathematical discovery. Cambridge: Cambridge University Press, 1976.
- LIMA, E. L. Análise real: funções de uma variável. Rio de Janeiro: IMPA, 1989. v. 1. (Coleção Matemática Universitária).
- REZENDE, W. M. O ensino de Cálculo: dificuldades de natureza epistemológica. 2003. Tese (Doutorado em Educação) – Faculdade de Educação, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2003.
- ROQUE, T. História da matemática: uma visão crítica, desfazendo mitos e lendas. Rio de Janeiro: Zahar, 2012.
- SIERPINSKA, A. Obstacles épistémologiques relatifs à la notion de limite. Recherches en Didactique des Mathématiques, Grenoble, v. 6, n. 1, p. 5-67, 1985.
- SPIVAK, M. Calculus. 4. ed. Houston: Publish or Perish, 2008.
- STEVIN, S. De thiende. Leiden: Christoffel Plantijn, 1585.
- STEWART, J. Cálculo. 8. ed. São Paulo: Cengage Learning, 2017. v. 1.
- TALL, D.; VINNER, S. Concept image and concept definition in mathematics with particular reference to limits and continuity. Educational Studies in Mathematics, Dordrecht, v. 12, n. 2, p. 151-169, 1981.
Obras observadas para a escolha dos tipos de exercício
Consultadas para cobrir os tipos clássicos de questão e graduar a dificuldade. Nenhum enunciado ou resolução foi transcrito.
- LARSON, R. Calculus: an applied approach. 9. ed. Boston: Brooks/Cole, Cengage Learning, 2013.
- LARSON, R.; EDWARDS, B. H. Calculus: early transcendental functions. 7. ed. Boston: Cengage Learning, 2019.
- MENDELSON, E. 3000 solved problems in calculus. New York: McGraw-Hill, 1988. (Schaum's Solved Problems Series).
- RICHARDSON, L. F. Advanced calculus: an introduction to linear analysis. Hoboken: John Wiley & Sons, 2008.