MatLabG · Experiência

Área e perímetro: grandezas independentes

Terrenos de mesma área com cercas diferentes.

Relação com o Laboratório Virtual G

Teoria e experimentação: explorar todos os vínculos

Pergunta científica

Se a área não muda, o que muda? Onde o perímetro é mínimo, e por quê?

Execução restrita

Deslize o vértice de um triângulo por uma paralela à base: a área não muda, o perímetro muda e é mínimo quando o triângulo fica isósceles. A distinção importa na agrimensura, na economia de material e no princípio de reflexão de Heron.

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Conexões com a realidade e com outras áreas

Cada conexão traz uma aplicação resolvida: a situação, o modelo, o cálculo passo a passo e uma leitura crítica do resultado. Mude os dados para recalcular.

  • Agrimensura e economia

    Mesmo terreno, cercas diferentes

    Lotes de mesma área podem exigir quantidades muito diferentes de cerca. Entre os triângulos de mesma base e mesma altura, o isósceles é o de menor perímetro — o de menor custo de cercamento.

    Fontes: [1], [2]

    Como usar: aplicação resolvida

    Um terreno triangular tem frente de 40 m e profundidade (altura) de 30 m. O vértice do fundo pode ficar em várias posições. Quanto de cerca se economiza com o terreno isósceles?

    Modelo: Perímetro P(x) = b + √(x² + h²) + √((b − x)² + h²), com x a posição do vértice; mínimo em x = b/2.

    Dados — altere para recalcular
    1. Área (qualquer x): b · h ÷ 2 = 600 m².
    2. P(5) ≈ 116,51 m.
    3. P(b/2) ≈ 112,11 m (isósceles).
    4. Diferença: ≈ 4,4 m; a R$ 50 o metro, ≈ 220,03 reais.

    Resultado: O isósceles economiza ≈ 4,4 m de cerca (≈ 220,03 reais).

    Leitura crítica: Mesma área, custos diferentes: área e perímetro são grandezas independentes.

  • Óptica

    O menor caminho e a reflexão

    Heron de Alexandria observou que a luz refletida num espelho segue o caminho mais curto entre dois pontos passando pelo espelho. A mesma reflexão encontra o triângulo de perímetro mínimo desta experiência.

    Fonte: [3]

    Como usar: aplicação resolvida

    A luz sai de A, a 3 m de um espelho plano, reflete e chega a B, a 5 m do espelho; A e B estão a 12 m um do outro ao longo do espelho. Onde a luz toca o espelho e qual o comprimento do caminho?

    Modelo: Reflita B no espelho: o menor caminho é o segmento de A ao reflexo, L = √(d² + (a + b)²); toque em x = d · a/(a + b).

    Dados — altere para recalcular
    1. L = √(12² + (3 + 5)²) ≈ 14,422 m.
    2. Ponto de toque: x = 12 · 3 ÷ (3 + 5) = 4,5 m a partir do pé de A.
    3. Ângulo de incidência = ângulo de reflexão ≈ 56,31° com a normal.

    Resultado: Toque a 4,5 m; caminho de ≈ 14,42 m.

    Leitura crítica: É a mesma reflexão que encontra o triângulo de perímetro mínimo na experiência (Heron de Alexandria).

Referências

  1. DOLCE, O.; POMPEO, J. N. Fundamentos de matemática elementar, 9: geometria plana. 9. ed. São Paulo: Atual, 2013.
  2. LIMA, E. L. Medida e forma em geometria: comprimento, área, volume e semelhança. Rio de Janeiro: SBM, 1991.
  3. BOYER, C. B.; MERZBACH, U. C. História da matemática. 3. ed. São Paulo: Blucher, 2012.

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