MatLabG · Experiência

Frequências e histograma: quando a altura engana e a área conta

Classes iguais ou desiguais, altura = frequência ou densidade: o que o olho lê, o que a tabela diz e por que a área deve ser a frequência.

Relação com o Laboratório Virtual G

Teoria e experimentação: explorar todos os vínculos

Pergunta científica

Num histograma com classes de amplitudes diferentes, que altura faz o desenho dizer a verdade — e como se recuperam as frequências a partir dele?

Execução restrita

Durações de chamadas de um atendimento imaginário (DADOS SIMULADOS, reproduzíveis pela semente) agrupadas por um de quatro esquemas de classes, iguais ou de amplitudes diferentes, num histograma cuja altura é a frequência ou a densidade (frequência ÷ amplitude). Cada coluna traz o seu valor escrito; a tabela completa — relativas, acumuladas, densidades e a conferência das áreas — só aparece ao revelar. Calcule antes. Na investigação guiada: densidade de uma classe, frequência pela área, onde os dados se concentram, acumulada e porcentagem acumulada a partir das densidades e a densidade de classes juntas.

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Conexões com a realidade e com outras áreas

Cada conexão traz uma aplicação resolvida: a situação, o modelo, o cálculo passo a passo e uma leitura crítica do resultado. Mude os dados para recalcular.

  • Bibliotecas (modelo hipotético)

    Idades dos usuários em faixas desiguais

    Faixas etárias costumam ter larguras diferentes. A aplicação calcula as densidades, confere que as áreas somam o total e aponta onde as idades estão mais concentradas — que pode não ser a faixa de maior frequência.

    Fonte: [1]

    Como usar: aplicação resolvida

    <strong>MODELO HIPOTÉTICO</strong> (números inventados, não são dados reais). As idades dos usuários de uma biblioteca num sábado foram agrupadas em classes de amplitudes diferentes: [0, 15) com 30 usuários, [15, 25) com 45, [25, 40) com 36 e [40, 70) com 27. Que alturas usar no histograma, e onde as idades estão mais concentradas?

    Modelo: Densidade = frequência ÷ amplitude (usuários por ano de idade); no histograma por densidade, a área de cada retângulo é a frequência e a área total é o número de usuários.

    Dados — altere para recalcular
    1. [0, 15): 30 ÷ 15 = 2 usuário(s) por ano.
    2. [15, 25): 45 ÷ 10 = 4,5 usuário(s) por ano.
    3. [25, 40): 36 ÷ 15 = 2,4 usuário(s) por ano.
    4. [40, 70): 27 ÷ 30 = 0,9 usuário(s) por ano.
    5. Conferência das áreas: 15 × 2 + 10 × 4,5 + 15 × 2,4 + 30 × 0,9 = 138 usuários.

    Resultado: Maior concentração em [15, 25) anos (densidade 4,5).

    Leitura crítica: Aqui a classe de maior frequência é também a de maior densidade; com outras frequências isso pode mudar. A tabela agrupada não diz onde estão as idades dentro de cada classe.

  • Atendimento (modelo hipotético)

    Quantos esperaram menos de x minutos? Estimar dentro da classe

    A tabela agrupada garante só um intervalo; supondo os tempos espalhados por igual dentro da classe, obtém-se uma estimativa. A aplicação calcula as duas coisas e diz qual é garantia e qual é hipótese.

    Fonte: [1]

    Como usar: aplicação resolvida

    <strong>MODELO HIPOTÉTICO</strong> (números inventados, não são dados reais). Numa tabela de tempos de espera (100 pessoas), 40 esperaram menos de 20 minutos e a classe [20, 30) tem 25 pessoas. Quantas esperaram menos de 26 minutos? Só a tabela não diz; estime supondo os tempos espalhados por igual dentro da classe.

    Modelo: Frequência acumulada até o início da classe, mais a fração da classe abaixo do valor: F + f·(x − a)/(b − a). É uma estimativa: depende da hipótese de distribuição uniforme dentro da classe.

    Dados — altere para recalcular
    1. Fração da classe abaixo de 26: (26 − 20) ÷ (30 − 20) = 0,6.
    2. Estimativa: 40 + 25 × 0,6 = 55 pessoas.
    3. Em relação ao total: 55 ÷ 100 = 55%.

    Resultado: Cerca de 55 pessoas (estimativa; a tabela só garante de 40 a 65).

    Leitura crítica: A hipótese de distribuição uniforme dentro da classe é cômoda, mas a tabela não a confirma: o número garantido é um intervalo. Com os dados brutos, a contagem seria exata.

Referências

  1. BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Brasília: MEC, 2018.
  2. OECD. PISA 2022 assessment and analytical framework. Paris: OECD Publishing, 2023.

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