MatLabG · Experiência
Do dado à frase: o que o relatório pode afirmar
Um erro de digitação, uma média puxada para cima e o gráfico certo: avaliar as medidas juntas antes de escrever.
Relação com o Laboratório Virtual G
Teoria e experimentação: explorar todos os vínculosPergunta científica
O que as medidas de uma amostra permitem escrever no relatório — e como um único dado errado ou alguns valores altos mudam essa escrita?
Execução restrita
Uma amostra casual de respostas sobre os minutos de deslocamento até a escola (DADOS SIMULADOS) aparece num diagrama de pontos ou num histograma. Simule um erro de digitação (uma resposta com um zero a mais) e calcule as medidas antes de revelar: média, mediana, moda, amplitude, quantas respostas ficam acima da média e o efeito do erro. Na investigação guiada: quanto um erro muda a média, se a mediana muda, o gráfico adequado para tempos, o que indica uma média maior que a mediana e quantos ficam acima da média.
A execução integral é aberta a quem tem acesso concedido pela Administração do Portal. Entre com sua conta ou veja como participar na página Acesso.
Conexões com a realidade e com outras áreas
Cada conexão traz uma aplicação resolvida: a situação, o modelo, o cálculo passo a passo e uma leitura crítica do resultado. Mude os dados para recalcular.
-
Planilhas (modelo hipotético)
Um erro de digitação na planilha
A planilha calcula sem errar sobre o que recebeu. A aplicação mostra quanto um valor digitado errado muda a média, para quaisquer dados.
Fonte: [1]
Como usar: aplicação resolvida
<strong>Situação hipotética.</strong> Numa planilha com n respostas, um valor foi digitado errado. Quanto o erro muda a média?
Modelo: Nova soma = soma − valor correto + valor digitado; nova média = nova soma ÷ n; variação da média = (digitado − correto) ÷ n.
- Média correta: 400 ÷ 25 = 16.
- Nova soma: 400 − 12 + 120 = 508; nova média: ÷ 25 = 20,32.
- Variação: (120 − 12) ÷ 25 = 4,32.
Resultado: O erro muda a média em 4,32 (de 16 para 20,32).
Leitura crítica: Quanto menor n, maior o efeito de um único erro. Conferir a amplitude (um máximo absurdo) e o gráfico encontra erros desse tipo; a mediana, em geral, muda pouco ou nada.
-
Comunicação de resultados (modelo hipotético)
Quando a frase "a maioria" é sustentada
Relatórios usam "a maioria" com frequência. A aplicação calcula a porcentagem e verifica se passa de 50%, lembrando que a frase vale para a amostra.
Como usar: aplicação resolvida
<strong>Situação hipotética.</strong> Um relatório quer escrever “a maioria dos estudantes da amostra…”. Com k respostas que atendem à condição, entre n, a frase é sustentada?
Modelo: Porcentagem = k ÷ n · 100%; “maioria” exige mais de 50%, isto é, 2k > n. A frase descreve a amostra; estendê-la à população exige amostra casual e a ressalva de que o valor da população deve estar próximo, não igual.
- Porcentagem: 13/30 ≈ 43,3%.
- Maioria exige mais de 50%: 2 · 13 = 26 ≤ 30.
Resultado: Não: ≈ 43,3% não é maioria (exatamente metade também não é).
Leitura crítica: Mesmo quando a frase vale para a amostra, ela não diz nada sobre causas nem sobre outras populações. E uma moda (o valor mais frequente) pode ter bem menos que a metade das respostas.
Referências
- BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Brasília: MEC, 2018.
- OECD. PISA 2022 assessment and analytical framework. Paris: OECD Publishing, 2023.