MatLabG · Experiência
Coincidir não é ser equivalente
Testar valores pode refutar, mas não provar, a equivalência.
Relação com o Laboratório Virtual G
Teoria e experimentação: explorar todos os vínculosPergunta científica
Se duas expressões têm o mesmo valor em vários números testados, elas são equivalentes? Quando alguns testes bastam e quando não bastam?
Execução restrita
Duas expressões em n, uma de grau no máximo 1 ou do 2º grau e outra de grau no máximo 1, com coeficientes que você controla (inteiros e frações, inclusive nulos e negativos). A prancheta mostra em quais valores testados elas coincidem, procura o primeiro contraexemplo e decide a equivalência pela diferença reduzida. Descubra por que duas expressões de grau no máximo 1 que coincidem em dois valores são iguais — e por que isso falha no 2º grau.
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Conexões com a realidade e com outras áreas
Cada conexão traz uma aplicação resolvida: a situação, o modelo, o cálculo passo a passo e uma leitura crítica do resultado. Mude os dados para recalcular.
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Conferência de fórmulas por testes
Duas fórmulas numa planilha: testar alguns valores basta?
Para conferir se duas fórmulas dão sempre o mesmo resultado, é comum testá-las em alguns valores. A aplicação mostra o que dois testes realmente garantem: para fórmulas de grau no máximo 1, dois testes em valores distintos decidem; quando uma das fórmulas tem termo em n², dois testes não bastam.
Fonte: [1]
Como usar: aplicação resolvida
Numa planilha, duas fórmulas deveriam dar sempre o mesmo resultado: F₁ = p·n² + a·n + b e F₂ = c·n + d. Elas foram conferidas em dois valores de n. O que esses dois testes garantem?
Modelo: Equivalência ⇔ a diferença F₁ − F₂ reduzida é o polinômio nulo. Se p = 0 (as duas de grau no máximo 1), coincidir em dois valores distintos garante a equivalência; se p ≠ 0, não garante.
- F₁ = n² (grau 2) e F₂ = 3n − 2 (grau 1).
- n = 1: F₁ = 1² + 0·1 + 0 = 1; F₂ = 3·1 + (−2) = 1; coincidem.
- n = 2: F₁ = 2² + 0·2 + 0 = 4; F₂ = 3·2 + (−2) = 4; coincidem.
- Diferença reduzida: F₁ − F₂ = n² − 3n + 2.
Resultado: Os dois testes coincidiram, mas as fórmulas NÃO são equivalentes: em n = 3, F₁ vale 9 e F₂ vale 7.
Leitura crítica: Com um termo em n², a diferença pode se anular em dois valores e não nos outros. Dois testes não bastam; a diferença reduzida decide.
Referências
- BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Brasília: MEC, 2018.