MatLabG · Experiência
Frequência e chance: o que muda com muitas repetições
Lançamentos simulados de um dado: oscilação no começo, variação entre séries e aproximação — sem garantia nem compensação.
Relação com o Laboratório Virtual G
Teoria e experimentação: explorar todos os vínculosPergunta científica
O que a frequência de um evento faz quando o número de lançamentos cresce — e o que ela NÃO garante?
Execução restrita
Escolha um evento do dado comum honesto e o número de lançamentos simulados (DADOS SIMULADOS: 1 a 100 000, gerador semeável e reproduzível), em uma ou várias séries. O gráfico mostra a frequência relativa do evento ao longo dos lançamentos, num eixo 1, 10, 100, …: no começo ela oscila muito e as séries discordam; com muitos lançamentos, ficam perto umas das outras. A probabilidade calculada só aparece ao revelar. Na investigação guiada: quantidade esperada, "sempre mais perto?", a falácia do jogador, "6 lançamentos garantem?" e a variabilidade de amostras pequenas.
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Conexões com a realidade e com outras áreas
Cada conexão traz uma aplicação resolvida: a situação, o modelo, o cálculo passo a passo e uma leitura crítica do resultado. Mude os dados para recalcular.
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Jogos
Bônus num jogo de tabuleiro: quantos esperar?
Em muitos lançamentos, espera-se cerca de N vezes a probabilidade — aproximadamente. A aplicação calcula a expectativa para um evento do dado e compara com uma simulação reproduzível (DADOS SIMULADOS).
Fonte: [1]
Como usar: aplicação resolvida
Num jogo de tabuleiro, avança-se duas casas a mais quando o dado comum honesto mostra 5 ou 6. Em 900 lançamentos, quantas vezes se espera esse bônus, aproximadamente? Compare com uma simulação (DADOS SIMULADOS).
Modelo: Dado honesto: faces igualmente prováveis; o evento tem k faces favoráveis, probabilidade k/6. Em N lançamentos, espera-se cerca de N·k/6 ocorrências — aproximadamente, nunca garantido. Simulação: gerador mulberry32 semeável (mesma semente, mesmos lançamentos).
- Probabilidade do bônus: 2/6 = 1/3 ≈ 0,333 ≈ 33,3%.
- Expectativa: 1/3 de 900 = 300 = 300 ocorrências (aproximadamente).
- DADOS SIMULADOS (semente 11): 277 bônus em 900 lançamentos; frequência 277/900 ≈ 0,3078.
Resultado: Espera-se cerca de 300 bônus; nesta simulação, 277.
Leitura crítica: A expectativa descreve o que tende a acontecer em muitas repetições; a simulação dá um número próximo, mas raramente igual, e outra semente daria outro. Nada garante um bônus a cada certo número de lançamentos, e o acaso não compensa sequências sem bônus.
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Computação
Simular uma roleta no computador: frequência a cada década
Um gerador pseudoaleatório semeável permite repetir exatamente uma simulação. A aplicação mostra a frequência de um evento de probabilidade a/b depois de 10, 100, 1 000 e 10 000 giros, com a distância à probabilidade.
Fonte: [1]
Como usar: aplicação resolvida
Um programa de computador simula uma roleta de 8 setores iguais, com 3 favoráveis. Como a frequência de “favorável” se comporta depois de 10, 100, 1 000 e 10 000 giros? A que distância ela fica da probabilidade?
Modelo: Probabilidade exata a/b (setores favoráveis ÷ setores). Frequência relativa = ocorrências ÷ giros. Gerador mulberry32 semeável: a mesma semente reproduz os mesmos giros (DADOS SIMULADOS). A aproximação é regularidade observada, não prova.
- Probabilidade exata: 3/8 = 3/8 = 0,375 = 37,5%.
- Depois de 10 giros: frequência 3/10 = 0,3; distância à probabilidade = 0,075.
- Depois de 100 giros: frequência 43/100 = 0,43; distância à probabilidade = 0,055.
- Depois de 1 000 giros: frequência 397/1 000 = 0,397; distância à probabilidade = 0,022.
- Depois de 10 000 giros: frequência 3 766/10 000 = 0,3766; distância à probabilidade = 0,0016.
Resultado: Em 10 000 giros (semente 5), frequência 3 766/10 000 = 0,3766, contra a probabilidade 3/8.
Leitura crítica: DADOS SIMULADOS. Nesta série, a frequência tende a ficar mais perto da probabilidade com mais giros, mas não necessariamente a cada marca; outra semente daria outros números. É evidência compatível com o cálculo, não prova; o gerador é determinístico (pseudoaleatório).
Referências
- BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Brasília: MEC, 2018.
- OECD. PISA 2022 assessment and analytical framework. Paris: OECD Publishing, 2023.