MatLabG · Experiência

Estimar pela frequência: estabilizar não é compensar

Tampinhas simuladas de probabilidade escondida: a frequência se estabiliza e estima — enquanto a diferença absoluta costuma crescer.

Relação com o Laboratório Virtual G

Teoria e experimentação: explorar todos os vínculos

Pergunta científica

Quando não há como calcular a probabilidade, como a frequência permite estimá-la — e o que acontece com a diferença absoluta entre ocorrências e o esperado?

Execução restrita

Lance por simulação (DADOS SIMULADOS, reproduzíveis pela semente) uma moeda honesta ou uma "tampinha simulada" cuja probabilidade foi fixada no programa e fica escondida — como numa tampinha real, não há favoráveis sobre possíveis. Acompanhe a frequência em 1 a 100 000 lançamentos e em várias séries: ela se estabiliza e serve de estimativa. Com a probabilidade revelada, desenhe a diferença absoluta |ocorrências − n·p|: ela costuma crescer enquanto a frequência se aproxima — não há compensação do acaso. Na investigação guiada: começo desequilibrado, diferença absoluta, juntar grupos, "existe um número de repetições que garante?" e estimar com dados simulados.

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Conexões com a realidade e com outras áreas

Cada conexão traz uma aplicação resolvida: a situação, o modelo, o cálculo passo a passo e uma leitura crítica do resultado. Mude os dados para recalcular.

  • Controle de qualidade (modelo hipotético)

    Juntar lotes para estimar a proporção de defeitos

    A estimativa com dois lotes é o total de defeituosas sobre o total de peças, não a média das frequências. A aplicação calcula as duas e mostra quando diferem.

    Fonte: [1]

    Como usar: aplicação resolvida

    <strong>Modelo hipotético</strong> (não são dados reais): uma fábrica inspecionou dois lotes de peças: no 1º, 12 defeituosas em 400; no 2º, 9 em 150. Que estimativa da probabilidade de uma peça ser defeituosa os dois lotes juntos dão?

    Modelo: Frequência relativa como estimativa: ocorrências ÷ repetições. Juntando os lotes, (k₁ + k₂) ÷ (n₁ + n₂) — não a média simples das frequências, que daria o mesmo peso a lotes de tamanhos diferentes.

    Dados — altere para recalcular
    1. Lote 1: 12/400 = 0,03; lote 2: 9/150 = 0,06.
    2. Juntos: (12 + 9) ÷ (400 + 150) = 21/550 = 21/550 ≈ 0,0382.
    3. Média simples das frequências (errada aqui): 9/200 = 0,045.

    Resultado: Estimativa ≈ 0,0382 (≈ 3,82%) de peças defeituosas.

    Leitura crítica: Modelo hipotético. É uma estimativa, não a probabilidade exata: outros lotes dariam outros números. A média simples difere porque dá aos dois lotes o mesmo peso, embora tenham tamanhos diferentes. A estimativa só vale se as peças inspecionadas representarem a produção (mesma máquina, mesmo processo).

  • Estatística

    Diferença absoluta × frequência num experimento simulado

    Em lançamentos simulados de uma moeda honesta, a aplicação mostra, a cada década, a diferença absoluta entre caras e a metade e a distância da frequência a 1/2 (DADOS SIMULADOS, reproduzíveis pela semente).

    Fonte: [1]

    Como usar: aplicação resolvida

    Uma moeda honesta é lançada por simulação (DADOS SIMULADOS, semente escolhida). Como evoluem a diferença |caras − metade dos lançamentos| e a distância |frequência − 1/2| depois de 100, 1 000, 10 000 e 100 000 lançamentos?

    Modelo: Moeda honesta: P(cara) = 1/2. Diferença absoluta |k − n/2| e distância da frequência |k/n − 1/2| = |k − n/2| ÷ n. Gerador mulberry32 semeável e reproduzível.

    Dados — altere para recalcular
    1. 100 lançamentos: 43 caras; |caras − 50| = 7; |frequência − 1/2| = 0,07.
    2. 1 000 lançamentos: 460 caras; |caras − 500| = 40; |frequência − 1/2| = 0,04.
    3. 10 000 lançamentos: 4 997 caras; |caras − 5 000| = 3; |frequência − 1/2| = 0,0003.
    4. 100 000 lançamentos: 49 941 caras; |caras − 50 000| = 59; |frequência − 1/2| = 0,00059.

    Resultado: Em 100 000 lançamentos (semente 7): diferença absoluta 59 caras; frequência 49 941/100 000 ≈ 0,4994.

    Leitura crítica: DADOS SIMULADOS. Em geral a diferença absoluta não diminui (costuma até crescer), enquanto a distância da frequência diminui, porque a diferença é dividida por um número de lançamentos muito maior: não há compensação do acaso. É regularidade observada em simulações, não prova; com outra semente os números mudam.

Referências

  1. BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Brasília: MEC, 2018.
  2. OECD. PISA 2022 assessment and analytical framework. Paris: OECD Publishing, 2023.

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