MatLabG · Experiência

Secções do cubo: do triângulo ao hexágono

Cortes que aparecem em cristais e em imagens médicas.

Relação com o Laboratório Virtual G

Teoria e experimentação: explorar todos os vínculos

Pergunta científica

Que polígonos podem aparecer como secção plana de um cubo, e por que nunca mais de seis lados?

Execução restrita

Varra o cubo com planos de quatro famílias e observe a secção mudar: triângulo, quadrado, retângulo, pentágono, hexágono regular. Planos como esses organizam o estudo dos cristais, e fatias sucessivas são a base das tomografias.

A execução integral é aberta a quem tem acesso concedido pela Administração do Portal. Entre com sua conta ou veja como participar na página Acesso.

Conexões com a realidade e com outras áreas

Cada conexão traz uma aplicação resolvida: a situação, o modelo, o cálculo passo a passo e uma leitura crítica do resultado. Mude os dados para recalcular.

  • Ciência dos materiais

    Planos cristalográficos

    Em cristais de estrutura cúbica, famílias de planos paralelos são descritas por índices de Miller. O plano perpendicular à diagonal do cubo, que dá o hexágono regular desta experiência, é o da família (111), importante no estudo do empilhamento de átomos.

    Fonte: [2]

    Como usar: aplicação resolvida

    O cobre tem estrutura cúbica de parâmetro de rede a ≈ 0,3615 nm. Qual a distância entre planos vizinhos da família (111)?

    Modelo: Para rede cúbica: d(hkl) = a / √(h² + k² + l²).

    Dados — altere para recalcular
    1. √(1² + 1² + 1²) = √3 ≈ 1,7321.
    2. d = a / √3 = 0,3615 / √3 ≈ 0,2087 nm.

    Resultado: Distância entre planos (111): ≈ 0,2087 nm.

    Leitura crítica: Os planos (111) são os perpendiculares à diagonal do cubo: os mesmos que, no meio da diagonal, cortam o cubo num hexágono regular.

  • Saúde

    Tomografia: o sólido em fatias

    Tomografias produzem imagens de secções sucessivas do corpo. Reconstruir mentalmente o órgão a partir das fatias é o problema inverso desta experiência: aqui, conhecemos o sólido e observamos as secções.

    Como usar: aplicação resolvida

    Uma tomografia de um órgão de 12 cm de comprimento é feita em cortes de 0,5 mm. Quantos cortes são necessários? Se a área média das secções é 30 cm², qual o volume estimado?

    Modelo: Número de cortes = L/e; volume ≈ Σ (área da secção × espessura) (Cavalieri, soma de fatias).

    Dados — altere para recalcular
    1. Razão: L/e = 120 mm / 0,5 mm = 240.
    2. Como L/e é inteiro, 240 cortes de 0,5 mm cobrem exatamente o comprimento.
    3. Volume ≈ (área média) × (soma das espessuras) = 30 cm² × 12 cm = 360 cm³.

    Resultado: 240 cortes; volume ≈ 360 cm³ (0,36 L).

    Leitura crítica: Na prática, cada corte tem sua própria área (medida na imagem); usar a média é uma simplificação. É a mesma ideia de somar fatias que leva à integral.

Referências

  1. DOLCE, O.; POMPEO, J. N. Fundamentos de matemática elementar, 10: geometria espacial, posição e métrica. 7. ed. São Paulo: Atual, 2013.
  2. CALLISTER, W. D.; RETHWISCH, D. G. Ciência e engenharia de materiais: uma introdução. 8. ed. Rio de Janeiro: LTC, 2012.

Acessibilidade

As escolhas valem em todas as páginas internas e ficam só neste navegador. Atalho: tecla de acesso 5.

Perfis rápidos

Ajustes

Sobre a acessibilidade do Portal