MatLabG · Experiência
Transformações: simetria na cultura e na tela
Translação, rotação, reflexão e homotetia, do padrão de cestaria ao computador.
Relação com o Laboratório Virtual G
Teoria e experimentação: explorar todos os vínculosPergunta científica
O que cada transformação preserva, e o que muda? Qual delas inverte a orientação?
Execução restrita
Aplique cada transformação a um triângulo e observe o que se preserva: distâncias, áreas, orientação. As mesmas transformações permitem uma leitura geométrica (do matemático, não de quem os produz) de padrões de tecelagem e cestaria, e são as operações básicas da computação gráfica.
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Conexões com a realidade e com outras áreas
Cada conexão traz uma aplicação resolvida: a situação, o modelo, o cálculo passo a passo e uma leitura crítica do resultado. Mude os dados para recalcular.
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Saberes culturais e geometria — possibilidade em análise
Simetrias em práticas culturais: leitura, não descoberta
Paulus Gerdes investigou como atividades de trabalho, como o entrançamento de cestos, se relacionam com o despertar do pensamento geométrico; na perspectiva de Ubiratan D'Ambrosio, trata-se de reconhecer outras formas de produzir conhecimento, e não de encontrar nelas a matemática escolar. Esta experiência modela isometrias; ela não investiga uma prática. Chamar de “translação” ou “reflexão” o padrão de um cesto é uma formalização do pesquisador: torna visível a regularidade e torna invisíveis a finalidade, os critérios e o sentido que o padrão tem para quem o faz. Uma abordagem etnomatemática exigiria partir da prática e dos sujeitos (quem produz, onde, como aprendeu, como descreve e valida o que faz) e perguntar o que essa prática nos obriga a repensar sobre aquilo que chamamos de matemática.
Como usar: aplicação resolvida
Um padrão em roseta tem simetria de rotação de ordem n e também eixos de reflexão. Quantas isometrias o deixam invariante, e de quantos graus é a menor rotação?
Modelo: Rotações: múltiplos de 360°/n (n rotações); com reflexões: n eixos; total 2n isometrias (grupo diedral).
- Menor rotação: 360° ÷ 6 = 60°.
- Rotações (incluindo a identidade): 6.
- Eixos de reflexão: 6. Total: 12 isometrias.
Resultado: 12 simetrias; menor rotação de 60°.
Leitura crítica: Identificar essas simetrias num cesto ou tecido é uma leitura geométrica; o sentido do padrão para quem o produz é outro saber, que a análise não substitui.
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Computação gráfica
Matrizes que movem figuras
Em jogos e programas de desenho, mover, girar, espelhar e ampliar uma figura são operações feitas por matrizes aplicadas às coordenadas dos vértices, exatamente as transformações desta experiência.
Fonte: [4]
Como usar: aplicação resolvida
Num programa de desenho, o ponto (4; 1) é girado 90° em torno da origem e depois ampliado por k = 2. Onde ele vai parar? O que acontece com a área de uma figura?
Modelo: Rotação: (x cos θ − y sen θ; x sen θ + y cos θ); homotetia: multiplica as coordenadas por k e as áreas por k².
- Rotação de 90°: (x cos θ − y sen θ; x sen θ + y cos θ) = (−1; 4).
- Homotetia k = 2: (−2; 8).
- Áreas multiplicadas por k² = 2² = 4.
Resultado: Ponto final (−2; 8).
Leitura crítica: A ordem importa em geral; aqui (rotação e homotetia de mesmo centro) as duas comutam.
Referências
- DOLCE, O.; POMPEO, J. N. Fundamentos de matemática elementar, 9: geometria plana. 9. ed. São Paulo: Atual, 2013.
- GERDES, P. Sobre o despertar do pensamento geométrico. Curitiba: Editora da UFPR, 1992.
- D'AMBROSIO, U. Etnomatemática: elo entre as tradições e a modernidade. Belo Horizonte: Autêntica, 2001.
- FOLEY, J. D. et al. Computer graphics: principles and practice. 2. ed. Reading: Addison-Wesley, 1990.