Educação matemática antirracista e decolonialidade: a história que a escola não conta
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Resumo
Esta dissertação tem como objetivo promover, a partir de atividades contextualizadas na perspectiva da educação das relações étnico-raciais e em consonância com a Etnomatemática, uma educação antirracista pautada pelo reconhecimento, enfrentamento e posicionamento crítico que proporcionem a desconstrução de discursos racistas. A discussão teórica foi dividida em três subseções. Na primeira, intitulada “Decolonialidade”, apresento a desconstrução de fatos considerados normais na colonialidade, com o objetivo de mostrar fatores de descentralização da cultura europeia. Na subseção denominada “Etnomatemática”, procuro relacionar a realidade da cultura ao ambiente social do indivíduo, para que ele possa construir o pensamento matemático em um processo em que haja encontro entre o símbolo e o significado do conteúdo estudado. Na terceira subseção, denominada “A importância do movimento negro na educação brasileira”, proponho a discussão das lutas e conquistas nessa longa caminhada para implementar ações afirmativas e o combate ao racismo dentro do contexto escolar. Como escolha metodológica, opto pela abordagem qualitativa, valendo-me da pesquisa-ação como estratégia da investigação; na análise de dados, busco uma compreensão aprofundada do fenômeno estudado. A pesquisa destaca a importância de integrar conhecimentos culturais e matemáticos, com foco na Etnomatemática, que valoriza as contribuições africanas e desconstrói narrativas coloniais. Ao explorar conceitos como simetria e práticas culturais, como as pinturas geométricas do grupo étnico Ndebele, a pesquisa desafia a visão eurocêntrica da matemática. Também enfatiza a necessidade de valorizar culturas e saberes não europeus, reconhecendo a contribuição do povo negro na formação da sociedade brasileira. A pesquisa propõe a criação de espaços acolhedores nas escolas para refletir sobre o racismo e combater atitudes discriminatórias. Além disso, aborda as dificuldades enfrentadas pela população negra no Brasil, como o racismo estrutural no mercado de trabalho, na educação, na representatividade política e na abordagem policial, evidenciando os obstáculos à igualdade de oportunidades.
Dados da obra
- Tipo
- Dissertação (mestrado)
- Editora
- LA Referencia
- Instituição
- UNIPAMPA
- Programa
- Mestrado Acadêmico em Ensino
- Ano
- 2025 (2025-02-19)
- Defesa
- 19/02/2025
- Idioma
- pt
- Palavras-chave
- CNPQ::CIENCIAS HUMANAS; Educação matemática antirracista; Etnomatemática; Decololinialidade; Antiracist mathematical education; Ethnomathematics; Decololiniality; decoloniality; race relations education; Black movement; affirmative action; symmetry; coloniality; structural racism; Brazil; Africa; racism in schools
- Temas
- Etnomatemática, Geometria
- Handle
- https://repositorio.unipampa.edu.br/jspui/handle/riu/10103
- Licença
- other-oa
- Acesso
- Texto completo na fonte
- Fontes
- BDTD/IBICT; OpenAlex
- Na Biblioteca desde
- 27/09/2026 · verificada em 27/09/2026
Como citar
ABNT
FONTÁNS, Maria Cláudia Barcelos Ávila. Educação matemática antirracista e decolonialidade: a história que a escola não conta. 2025. Dissertação (Mestrado em Mestrado Acadêmico em Ensino) – UNIPAMPA, 2025. Disponível em: https://repositorio.unipampa.edu.br/jspui/handle/riu/10103. Acesso em: 5 nov. 2026.
APA
Fontáns, M. C. B. Á. (2025). Educação matemática antirracista e decolonialidade: a história que a escola não conta [Dissertação de mestrado, UNIPAMPA]. https://repositorio.unipampa.edu.br/jspui/handle/riu/10103
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