Práticas declaradas de professores de matemática vivenciadas no ensino remoto emergencial na pandemia da Covid-19
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Resumo
A pandemia causada pelo novo coronavírus (Covid-19) trouxe grandes desafios para o mundo e, consequentemente, para a Educação. Nesse cenário, o governo Federal impôs o isolamento social para reduzir o contágio e disseminação do vírus, e implementou, por meio de deliberação aprovada pelo Conselho Estadual de Educação, o ensino remoto emergencial. Assim, os professores tiveram que adaptar suas práticas aos meios digitais para que os estudantes continuassem seu processo formativo. Posto isto, a presente pesquisa, vinculada à Linha de Pesquisa “Processos Formativos, Ensino e Aprendizagem, do Programa de Pós-Graduação em Educação (PPGE) da UNESP, Campus de Presidente Prudente, tem como objetivo geral caracterizar as práticas declaradas dos professores da rede estadual do município de Adamantina/SP que lecionaram Matemática para o Ensino Fundamental II (E.F. II) durante o período do ensino remoto emergencial (ERE). Os objetivos específicos compreendem: a) identificar o perfil dos professores de Matemática que atuaram no E.F. II da rede estadual no município de Adamantina/SP durante o ERE; b) identificar o conhecimento pedagógico e tecnológico dos professores que atuaram no E.F. II da rede pública do município de Adamantina/SP durante o ERE; c) analisar as práticas declaradas dos professores durante o ERE. Para tanto, optou-se por uma abordagem qualitativa, de natureza analítico-descritiva e para a coleta de dados foram utilizados questionários e entrevistas semiestruturadas gravadas em áudio e/ou vídeo com nove professores e seis coordenadoras de três escolas estaduais do município de Adamantina/SP. Logo, a partir dos dados coletados por meio dessas ferramentas, utilizou-se da análise de conteúdo temática para a interpretação dos dados, separada em três categorias: 1) realização das aulas durante o ERE; 2) aprendizagem discente durante o ERE e 3) ensino-aprendizagem após o ERE. Os resultados da primeira categoria apontaram que os docentes conseguiram se adaptar ao ensino remoto, alguns apresentando um pouco mais de dificuldades do que outros devido a formações mais instrutivas do que integradoras em relação ao uso das tecnologias digitais e, em relação às práticas, a maioria transferiu ao digital o que era feito no presencial. Apenas dois professores demonstraram possuir conhecimento tecnológico suficiente para remodelarem suas práticas e realizarem um ensino em que o estudante tivesse uma participação mais ativa, não sendo apenas um receptor passivo de conhecimento. Os resultados da segunda categoria mostraram que os discentes tiveram grande prejuízo quanto à aprendizagem durante o ensino remoto visto que muitos não tinham acesso às tecnologias digitais e à internet, além de enfrentarem problemas em seus domicílios como desemprego, fome e óbitos dos familiares. Assim, a evasão foi muito grande, com poucos estudantes participando das aulas remotas e entregando as atividades propostas pelos docentes. Quanto aos resultados da terceira categoria, em relação a aprendizagem dos discentes após o retorno ao ensino presencial, houve necessidade de retomada constante dos conteúdos dos anos anteriores, efeito da baixa adesão dos estudantes ao ensino remoto. Contudo, os docentes puderam aprender a utilizar novas ferramentas digitais e são defensores do uso para o ensino de Matemática dado que perceberam as potencialidades que elas podem oferecer ao processo de ensino-aprendizagem. Por fim, pode-se concluir que os professores e as escolas se esforçaram para permanecerem em contato com os discentes e suas famílias, amparando-os em questões tecnológicas e pedagógicas, mas esse esforço empregado não atingiu as metas de qualidade de ensino e aprendizagem. Além disso, esse período mostrou a importância de serem oferecidas formações que favoreçam a reflexão, criticidade e autonomia docente e também o investimento em políticas públicas mais sólidas a fim de prepará-los para o ensino, integrando efetivamente as tecnologias digitais nos processos educativos.
Dados da obra
- Tipo
- Dissertação (mestrado)
- Instituição
- UNESP
- Ano
- 2023
- Idioma
- pt
- Palavras-chave
- Prática docente; Ensino e aprendizagem de matemática; TDIC; Ensino remoto emergencial; Covid-19; Teaching practice; Mathematics teaching and learning; Emergency remote teaching; Práctica docente; Enseñanza y aprendizaje de las matemáticas; Enseñanza remota de emergencia
- Temas
- Práticas Pedagógicas, Tecnologias Digitais
- Handle
- http://hdl.handle.net/11449/250754
- Acesso
- Texto completo na fonte
- Fontes
- BDTD/IBICT
- Na Biblioteca desde
- 01/10/2026 · verificada em 03/10/2026
Como citar
ABNT
OLIVEIRA, Lucas Eduardo Silva de. Práticas declaradas de professores de matemática vivenciadas no ensino remoto emergencial na pandemia da Covid-19. 2023. Dissertação (Mestrado) – UNESP, 2023. Disponível em: http://hdl.handle.net/11449/250754. Acesso em: 5 nov. 2026.
APA
Oliveira, L. E. S. d. (2023). Práticas declaradas de professores de matemática vivenciadas no ensino remoto emergencial na pandemia da Covid-19 [Dissertação de mestrado, UNESP]. http://hdl.handle.net/11449/250754
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