1ª série EM · Números e Álgebra · Demonstrativo
Função quadrática
Por que tantas situações de máximo e mínimo, de queda livre e de área levam à mesma curva — e o que a expressão algébrica revela sobre ela antes de qualquer gráfico.
Questão mobilizadora
Com 40 metros de tela, quer-se cercar um terreno retangular encostado num muro (o muro dispensa tela num dos lados). Que medidas dão a maior área? E como ter certeza de que nenhuma outra escolha é melhor?
Objetivos de aprendizagem
- Reconhecer uma função quadrática () em expressões, tabelas, gráficos e situações, e distinguir o que é e o que não é quadrático.
- Relacionar os coeficientes à forma do gráfico: o sinal e o módulo de , o papel de e o efeito conjunto de e sobre o vértice.
- Demonstrar a forma canônica por completamento de quadrado e usá-la para obter vértice, eixo de simetria, zeros e valor extremo.
- Justificar a fórmula das raízes e as relações de soma e produto, e interpretar o discriminante geometricamente.
- Modelar situações (área, queda livre, receita) com funções quadráticas, explicitando hipóteses, domínio de validade e limites do modelo.
- Reconhecer uma relação quadrática numa tabela pelas diferenças segundas constantes e investigar conjecturas, procurando contraexemplos.
Explorar
Manipule antes de formalizar
Questão mobilizadora
Com 40 metros de tela, quer-se cercar um terreno retangular encostado num muro (o muro dispensa tela num dos lados). Que medidas dão a maior área? E como ter certeza de que nenhuma outra escolha é melhor?
Experimento do MatLabG
Coeficientes da quadrática e o caminho do vértice
O que cada coeficiente faz com a parábola, e por onde anda o vértice quando só b varia?
2DInvestigação
Movimento:
Teclado
Tab leva a cada ponto móvel; setas o movem (Shift + setas, passo maior). Espaço reproduz ou pausa o movimento; ponto (.) avança um passo; F alterna a tela cheia. Com o mouse ou o dedo, arraste os pontos.
No experimento você manipula, conjectura e testa; nos outros modos, formaliza e demonstra. Uma observação no experimento é evidência, não prova.
Investigar
Conjecture, teste, justifique
Registre sua conjectura antes de seguir. O rascunho fica só neste navegador: nada é enviado.
-
Investigação 1
Por onde anda o vértice?
Fixe e e faça variar em . Registre o vértice para . Os vértices parecem estar sobre uma curva? Formule uma conjectura sobre a equação dessa curva, teste-a com outros valores de (inclusive não inteiros) e procure provar: o vértice é — elimine . O que muda se ? E se for outro? Generalize para .Fica salva só neste navegador.
Depois de conjecturar: como continuar
Teste a conjectura com casos novos na prancheta de Explorar e confronte-a com a parte Investigar e generalizar, em Compreender. Um caso que contraria a conjectura vale mais que muitos que a confirmam.
-
Investigação 2
Quadrática ou não?
Em cada tabela com , decida se uma função quadrática pode tê-la gerado: (i) : 3, 4, 7, 12, 19; (ii) : 1, 2, 4, 8, 16; (iii) : 0, 1, 8, 27, 64. Use as diferenças. Para as que não são quadráticas, que padrão as diferenças mostram? Uma tabela de cinco valores pode decidir a questão com certeza?Fica salva só neste navegador.
Depois de conjecturar: como continuar
Teste a conjectura com casos novos na prancheta de Explorar e confronte-a com a parte Investigar e generalizar, em Compreender. Um caso que contraria a conjectura vale mais que muitos que a confirmam.
Compreender
Do conceito à demonstração
8 partes, em sequência sugerida. Abra cada cartão quando quiser; as demonstrações ficam recolhidas.
1. Explorar: o cercado encostado no muro Observação
Chame de a medida (em metros) de cada um dos dois lados perpendiculares ao muro. A tela restante, , forma o lado paralelo ao muro. A área é então . Antes de qualquer fórmula, experimente valores:
| (m) | (m) | (m²) |
|---|---|---|
| 0 | 40 | 0 |
| 5 | 30 | 150 |
| 8 | 24 | 192 |
| 10 | 20 | 200 |
| 12 | 16 | 192 |
| 15 | 10 | 150 |
| 20 | 0 | 0 |
Dois fatos chamam a atenção: os valores sobem e depois descem, e se repetem aos pares ( e dão 150; e dão 192). Os pares estão à mesma distância de . Isso sugere — mas ainda não prova — que dá a maior área.
ObservaçãoObservar não é demonstrar
2. A ideia: função quadrática Definição · Contraexemplo · Observação
DefiniçãoFunção quadrática
A exigência não é detalhe: com sobra , uma função afim, cujo gráfico é uma reta. A área do cercado é quadrática porque, expandindo, (, , ).
ContraexemploAparecer um quadrado não basta
ObservaçãoDomínio do modelo
3. A parábola mais simples: y = ax² Propriedade · Teorema · Atenção conceitual
Em , é diretamente proporcional ao quadrado de : dobrar multiplica por 4; triplicar, por 9. É o caso que a BNCC destaca na conversão entre representações (EM13MAT402). Exemplo físico: na queda livre a partir do repouso, desprezada a resistência do ar, a distância percorrida é .
PropriedadePapel de a
TeoremaSimetria
Ver demonstração
TeoremaDiferenças segundas constantes
Ver demonstração
Atenção conceitualA recíproca precisa de cuidado
4. Forma canônica, vértice e eixo de simetria Teorema · Atenção conceitual
TeoremaForma canônica
Ver demonstração
A forma canônica diz que o gráfico de é o de transladado de na horizontal e de na vertical. O ponto é o vértice e a reta é o eixo de simetria: para todo .
Exemplo resolvido Vértice de — em Resolver
Atenção conceitualO efeito de b não é uma translação
5. Zeros, discriminante e fatoração Teorema · Contraexemplo
TeoremaZeros da função quadrática
Ver demonstração
Geometricamente: é a altura do vértice. Com a parábola está voltada para cima; ela cruza o eixo se o vértice está abaixo dele (, isto é, ), toca-o se o vértice está sobre ele () e não o alcança se o vértice está acima (). Com os papéis de "acima" e "abaixo" se invertem — e as conclusões sobre continuam as mesmas.
TeoremaForma fatorada; soma e produto
Ver demonstração
Contraexemplo"Δ negativo: a parábola fica acima do eixo"?
Onde está o erro? Dividir por x — em Resolver
Onde está o erro? Raiz quadrada de um lado só — em Resolver
6. Máximos e mínimos Teorema · Atenção conceitual
TeoremaValor extremo
Ver demonstração
Exemplo resolvido O cercado, agora com certeza — em Resolver
Atenção conceitualO vértice pode estar fora do domínio
7. Modelagem: lançamento vertical
Situação. Uma bola é lançada verticalmente para cima. Pergunta. Qual a altura máxima e quando ela é atingida? Hipóteses. Resistência do ar desprezível; aceleração da gravidade constante, ; altura inicial e velocidade inicial conhecidas. Modelo (cinemática do movimento uniformemente variado): .
Matemática. é quadrática em , com : há máximo em , e . Interpretação. Dobrar quadruplica o ganho de altura . Validação e limites. Para objetos leves ou velocidades altas, a resistência do ar reduz a altura de modo apreciável e o modelo superestima o resultado; o modelo também deixa de valer quando a bola toca o chão ( define o fim do domínio).
Onde está o erro? Gráfico não é trajetória — em Resolver
8. Investigar e generalizar Nota histórica
Investigação Por onde anda o vértice? — em Investigar
Investigação Quadrática ou não? — em Investigar
Nota históricaUma ideia antiga
Experimentar
Experimentos no MatLabG
Cada experimento investiga o tema por uma entrada diferente. De lá, “Voltar ao tema” traz você de volta a esta página.
Deste tema
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Experimento 1 · embutido em Explorar
Coeficientes da quadrática e o caminho do vértice
O que cada coeficiente faz com a parábola, e por onde anda o vértice quando só b varia?
2DInvestigação
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Experimento 2
Forma canônica e forma expandida: a mesma curva
Como a forma a(x − h)² + k e a forma ax² + bx + c descrevem a mesma curva — e o que cada uma revela ou esconde?
2D
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Experimento 3
Discriminante e zeros: o que Δ diz e o que não diz
O que o discriminante diz sobre a posição da parábola em relação ao eixo x — e o que ele não diz?
2D
-
Experimento 4
Diferenças finitas: reconhecer uma quadrática numa tabela
Como reconhecer uma relação quadrática numa tabela — e até onde a tabela pode decidir?
2D
-
Experimento 5
O cercado de área máxima: modelar, maximizar, respeitar o domínio
Com L metros de tela, que retângulo cerca a maior área — com um muro dispensando um lado, ou sem muro? E se houver um limite para um dos lados?
2DInvestigação
Relacionados pelo índice de vínculos
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Funções: variação, representações e taxa de variação
O teste da reta vertical: quando uma curva é gráfico de função?
Quando um conjunto de pontos do plano é gráfico de uma função de x — e o que uma busca por verticais pode e não pode garantir?
2D
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Funções: variação, representações e taxa de variação
A caixa de papelão em cinco representações
O que cada representação da caixa mostra e esconde — e até onde uma tabela, por mais fina, pode localizar o maior volume?
2D
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Funções: variação, representações e taxa de variação
Taxa média de variação e reta secante
O que a taxa média de variação mede, como ela aparece no gráfico — e uma taxa média positiva garante que a função cresce no intervalo?
2D
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Funções: variação, representações e taxa de variação
O mesmo dado, outra figura: gráfico, janela e escala
Como a escala e o recorte de um gráfico mudam a impressão de quanto uma grandeza variou — e como ler a variação verdadeira?
2D
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Função afim e proporcionalidade
Taxa de variação constante: o invariante da reta
O que permanece igual entre quaisquer pontos do gráfico de uma função afim — e o que muda quando mudamos apenas a escala dos eixos?
2D
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Função afim e proporcionalidade
Proporcional ou só afim? Dobrar x dobra y?
Quando multiplicar x por k multiplica y por k — e quando a regra de três é legítima?
2D
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Função afim e proporcionalidade
Escalas termométricas, ponto fixo, composição e inversa
Quando uma função afim f(x) = ax + b tem um valor com f(x) = x — nenhum, um ou todos — e o que composição e inversão fazem com isso?
2D
-
Função afim e proporcionalidade
Esta tabela veio de uma função afim?
O que uma tabela de valores permite afirmar sobre a hipótese "uma função afim gerou estes dados"?
2D
Resolver
Aprender com resoluções
Leia cada resolução como ideia → estratégia → desenvolvimento → interpretação. Nos erros, pense antes de abrir a análise.
Exemplos resolvidos
Exemplo resolvidoVértice de
- Ideiacompletar o quadrado em , cuja "metade do coeficiente de " é .
- , logo .
- Vértice ; eixo . Conferência pelas fórmulas: , , .
Exemplo resolvidoO cercado, agora com certeza
- , com : há máximo no vértice.
- e . Em forma canônica, .
- Para qualquer , e . Como está no domínio do modelo (), a resposta é: lados perpendiculares de 10 m, lado paralelo de 20 m, área máxima de 200 m².
Da parte Máximos e mínimos.
Onde está o erro?
Onde está o erro?Dividir por x
"Para resolver , divido os dois lados por e obtenho ."
Pergunta: A equação tem só essa solução? O que a divisão pressupôs?
Depois de pensar, compare com a análise
Onde está o erro?Raiz quadrada de um lado só
", então ."
Pergunta: Todo número cujo quadrado é 9 é igual a 3?
Depois de pensar, compare com a análise
Onde está o erro?Gráfico não é trajetória
"O gráfico de é uma parábola, então a bola descreve uma parábola no ar."
Pergunta: Lançada verticalmente, para onde a bola se move? O que está no eixo horizontal do gráfico?
Depois de pensar, compare com a análise
Desafiar-se
Suba os degraus
15 atividades autorais, do reconhecimento ao desafio. Responda primeiro: o retorno comenta a sua resposta (nada é enviado para fora do navegador). A solução comentada fica recolhida.
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Degrau 1 de 8
Atividade 1
A ideia: função quadrática Resposta adequadaQual das funções é quadrática?Solução comentada
- Ideiareduzir cada expressão à forma , se possível.
- (afim); (quadrática, ); tem grau 3; não é polinômio.
Resposta: .
Atividade 2
A parábola mais simples: y = ax² Resposta adequadaEm , a parábola tem concavidade para cima ou para baixo? E é mais aberta ou mais fechada que ?Solução comentada
- Concavidade: sinal de ; → para baixo.
- Abertura: → cresce mais devagar que em → mais aberta.
Resposta: Para baixo e mais aberta.
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Degrau 2 de 8
Atividade 3
A parábola mais simples: y = ax² Resposta adequadaA parábola passa pelo ponto . Quanto vale ?Solução comentada
- Ideiao ponto pertence ao gráfico, logo satisfaz a equação.
- .
Resposta: .
Atividade 4
Forma canônica, vértice e eixo de simetria Resposta adequadaQual é a ordenada do vértice de ?Solução comentada
- Estratégiacompletar o quadrado.
- , então .
- Vértice ; . Pela fórmula: , .
Resposta: .
Atividade 5
Forma canônica, vértice e eixo de simetria Resposta adequadaO gráfico de é o de transladado 2 unidades para a direita e 3 para cima. Escreva na forma e dê o valor de .Solução comentada
- Translação: vértice vai de para , então .
- Expandindo: ; e .
Resposta: ; .
-
Degrau 3 de 8
Atividade 6
Zeros, discriminante e fatoração Resposta adequadaResolva e informe a maior raiz.Solução comentada
- Estratégia 1: dividir por 2: , isto é, .
- Estratégia 2: ; , isto é, ou .
- Interpretaçãoa parábola corta o eixo em 1 e 3; o vértice está no meio, em .
Resposta: ou ; a maior é 3.
Atividade 7
Zeros, discriminante e fatoração Resposta adequadaQuantas raízes reais tem ?Solução comentada
- .
- : nenhuma raiz real.
Resposta: Nenhuma raiz real.
-
Degrau 4 de 8
Atividade 11
Máximos e mínimos Resposta adequadaCom 60 m de tela e um muro dispensando um dos lados, qual a maior área retangular que se pode cercar (em m²)?Solução comentada
Comparar estratégias
Estratégia 1
- Modelo: , .
- : máximo em , dentro do domínio.
- m².
Estratégia 2
- Os zeros de são 0 e 30; por simetria o vértice está no ponto médio, .
Resposta: 450 m² (lados de 15 m e 30 m).
Atividade 13
Modelagem: lançamento vertical Resposta adequadaSob as hipóteses do modelo da seção anterior ( m/s²), uma bola é lançada verticalmente de 1,5 m de altura com velocidade de 14 m/s. Qual a altura máxima, em metros?Solução comentada
- Modelo: .
- Vértice: s.
- m.
Resposta: 11,5 m.
-
Degrau 5 de 8
Atividade 15
Investigar e generalizar Resposta adequadaA tabela vem de uma função quadrática: : 0, 1, 2, 3, 4; : 3, 4, 7, 12, 19. Qual o valor de ?Solução comentada
- Diferenças primeiras: 1, 3, 5, 7. Segundas: 2, 2, 2.
- Pelo teorema, com passo 1 a diferença segunda é : .
- e . Conferência: .
Resposta: ().
Atividade 8
Zeros, discriminante e fatoração Resposta adequadaPara que valor de a parábola toca o eixo em um único ponto?Solução comentada
Comparar estratégias
Estratégia 1
- Toque em um único ponto ⇔ raiz dupla ⇔ .
- ; então .
Estratégia 2
- Vértice em ; tocar o eixo significa , logo .
Resposta: .
-
Degrau 6 de 8
Atividade 14
Modelagem: lançamento vertical Resposta adequadaModelo hipotético (não são dados reais): uma cooperativa supõe que, ao preço de reais, vende unidades por dia (). Qual preço maximiza a receita ?Solução comentada
- Modelo: , com .
- : máximo em , dentro do domínio.
- . Limite do modelo: a relação é uma hipótese; na prática precisaria ser estimada com dados e validada.
Resposta: R$ 25,00 (receita de R$ 2.500,00 por dia, no modelo).
-
Degrau 7 de 8
Atividade 9
Zeros, discriminante e fatoração Resposta adequadaAfirmação: "se e têm sinais opostos, tem duas raízes reais distintas, qualquer que seja ". Ela é:Solução comentada
- Ideiaolhar o sinal de .
- ; ; logo .
- Outra leitura: o produto das raízes é , o que só é possível com duas raízes reais de sinais opostos.
Resposta: Sempre verdadeira.
Atividade 10
Zeros, discriminante e fatoração Resposta adequadaAna diz: "se , a parábola fica inteira acima do eixo ". Que avaliação é correta?Solução comentada
- : sem zeros reais, logo tem sinal constante.
- O sinal é o de (pois e o colchete é positivo). Contraexemplo à frase: .
Resposta: Incompleta: depende do sinal de a.
-
Degrau 8 de 8
Atividade 12
Máximos e mínimos Resposta adequadaUm retângulo tem dois lados sobre os catetos de um triângulo retângulo de catetos 6 e 8, e o vértice oposto sobre a hipotenusa. Qual a maior área possível do retângulo?Solução comentada
- Ideiaexpressar a área em função de uma só variável.
- Hipotenusa: . Área , .
- Vértice em ; .
- Generalização: com catetos e , , máximo em , com área — metade da área do triângulo.
Resposta: 12 (base 3, altura 4).
Aplicar
O tema fora da sala
Aplicações resolvidas das conexões dos experimentos: situação, modelo, cálculo passo a passo e leitura crítica. Mude os dados para recalcular.
Coeficientes da quadrática e o caminho do vértice
Física Lançamento vertical: a velocidade inicial é o coeficiente b
Desprezada a resistência do ar e com g constante, a altura de um objeto lançado verticalmente é h(t) = h₀ + v₀t − (g/2)t²: a = −g/2, b = v₀ e c = h₀. Mudar só a velocidade de lançamento é mudar só b — e o ponto mais alto (t* = v₀/g; h₀ + v₀²/(2g)) percorre a parábola h = h₀ + (g/2)t², que é exatamente y = c − a·x².
Como usar: aplicação resolvida
Uma bola é lançada verticalmente para cima a partir de 1,5 m de altura, com velocidade de 14 m/s. Qual a altura máxima e quando ela ocorre? Se só a velocidade de lançamento mudar, por onde anda o ponto mais alto?
Modelo: h(t) = h₀ + v₀t − (g/2)t² (resistência do ar desprezível, g constante): a = −g/2, b = v₀, c = h₀. Vértice: t* = v₀/g, H = h₀ + v₀²/(2g). Com a e c fixos, o vértice está sobre h = c − a·t² = h₀ + (g/2)t².
- Coeficientes: a = −g/2 = −4,9, b = v₀ = 14, c = h₀ = 1,5.
- t* = −b/(2a) = v₀/g = 14/9,8 ≈ 1,429 s.
- H = h₀ + v₀²/(2g) = 1,5 + 196/19,6 = 11,5 m.
- Lugar dos vértices: c − a·t*² = 1,5 + 4,9·(1,429)² = 11,5 m — o mesmo H: o vértice está sobre h = h₀ + (g/2)t².
Resultado: Altura máxima = 11,5 m, atingida em t ≈ 1,43 s.
Leitura crítica: Mudar só v₀ é mudar só b: o ponto mais alto desliza sobre a parábola h = h₀ + (g/2)t², de concavidade oposta à de h(t). Dobrar v₀ dobra t* e quadruplica o ganho v₀²/(2g). Com resistência do ar apreciável (objetos leves, velocidades altas), o modelo superestima a altura.
Economia (modelo hipotético) Receita com demanda linear: o preço ótimo anda sobre uma parábola
Modelo hipotético, não são dados reais: se ao preço p se vendem q = q₀ − βp unidades, a receita é R(p) = −βp² + q₀p (a = −β, b = q₀, c = 0). Se só a demanda máxima q₀ muda, o par (preço ótimo; receita máxima) = (q₀/(2β); q₀²/(4β)) percorre R = βp² — de novo y = c − a·x².
Como usar: aplicação resolvida
<strong>Modelo hipotético</strong> (não são dados reais): uma cooperativa supõe que, ao preço p (R$), vende q = q₀ − βp unidades por dia. Qual preço maximiza a receita, e como o ótimo se desloca se a demanda máxima q₀ mudar?
Modelo: R(p) = p(q₀ − βp) = −βp² + q₀p (a = −β, b = q₀, c = 0). Vértice: p* = q₀/(2β), R* = q₀²/(4β). Mudando só q₀ (só b), o vértice percorre R = βp² (y = c − a·x²).
- R(p) = −4p² + 200p; p* = q₀/(2β) = 200/8 = 25.
- R* = q₀²/(4β) = 40000/16 = 2500.
- Com q₀′ = 240: p* = 30 e R* = 3600.
- Os dois ótimos satisfazem R = βp²: 4·(25)² = 2500 e 4·(30)² = 3600.
Resultado: No modelo: preço ótimo R$ 25 (receita R$ 2500 por dia); com q₀′, R$ 30 (receita R$ 3600).
Leitura crítica: Todos os ótimos estão sobre R = βp²: aumentar a demanda máxima eleva o preço ótimo e a receita ao longo de uma parábola. A conclusão depende inteiramente da hipótese de demanda linear, que é inventada aqui; em uma situação real ela precisaria ser estimada com dados e validada.
Forma canônica e forma expandida: a mesma curva
Física Ler o lançamento pelo vértice
Sob as hipóteses do lançamento vertical (sem resistência do ar, g constante), h(t) = −(g/2)(t − t*)² + H: o vértice (t*; H) é o instante e a altura máximos. Da forma canônica volta-se à expandida e obtêm-se a velocidade inicial v₀ = g·t* e a altura inicial h₀ = H − (g/2)t*².
Como usar: aplicação resolvida
Num vídeo, uma bola lançada verticalmente atinge a altura máxima de 11,5 m no instante 1,5 s. Com que velocidade e de que altura ela foi lançada?
Modelo: Forma canônica do lançamento (sem resistência do ar, g constante): h(t) = −(g/2)(t − t*)² + H. Expandindo: h(t) = −(g/2)t² + g·t*·t + (H − (g/2)t*²), logo v₀ = g·t* e h₀ = H − (g/2)t*².
- h(t) = −4,9(t − 1,5)² + 11,5.
- b = −2·a·t* = 2·4,9·1,5 = 14,7: v₀ = 14,7 m/s.
- c = a·t*² + H = −4,9·2,25 + 11,5 = 0,475: h₀ = 0,475 m.
Resultado: Lançada a = 14,7 m/s de ≈ 0,47 m de altura.
Leitura crítica: A forma canônica lê o vértice diretamente; a expandida dá v₀ e h₀. Erros de leitura de t* pesam muito: h₀ depende de t*². A resistência do ar faz a altura máxima real ser menor que a do modelo.
Arquitetura e engenharia Arco parabólico pelo vão e pela flecha
Um arco parabólico de vão V e flecha (altura no meio) F tem vértice (V/2; F) e passa por (0; 0): y = −(4F/V²)(x − V/2)² + F. A forma canônica dá a altura em qualquer ponto do vão. A parábola é a forma de equilíbrio de um cabo sob carga uniformemente distribuída na horizontal; arcos reais podem seguir outras curvas (a catenária, por exemplo).
Como usar: aplicação resolvida
Um arco parabólico de vão 40 m tem flecha (altura no meio) de 10 m. Qual a altura do arco a 10 m de um dos apoios?
Modelo: Vértice (V/2; F) e apoios em (0; 0) e (V; 0): y = −(4F/V²)(x − V/2)² + F = 4F·x(V − x)/V², para 0 ≤ x ≤ V.
- a = −4F/V² = −4·10/1600 = −0,025.
- y = −0,025·(10 − 20)² + 10 = 7,5 m.
- Conferência na forma fatorada: 4F·x(V − x)/V² = 4·10·10·30/1600 = 7,5 m.
Resultado: Altura = 7,5 m a 10 m do apoio.
Leitura crítica: A um quarto do vão, a altura é 3/4 da flecha, qualquer que seja o arco parabólico. Arcos reais podem seguir outras curvas (a catenária é a forma de um cabo sob o próprio peso); a parábola é exata para carga uniformemente distribuída na horizontal.
História da matemática Completar o quadrado em tabletes babilônicos
Problemas do tipo "a área do quadrado somada ao seu lado dá 3/4" aparecem em tabletes paleobabilônicos e eram resolvidos completando, geometricamente, um quadrado (Høyrup, 2002) — a mesma ideia que leva de ax² + bx + c à forma canônica.
Como usar: aplicação resolvida
Um problema do tipo dos tabletes paleobabilônicos: "a área de um quadrado somada a b vezes o seu lado dá c". Quanto mede o lado? (Com b = 1 e c = 3/4.)
Modelo: x² + bx = c. Completar o quadrado: (x + b/2)² = c + (b/2)², logo x = √(c + (b/2)²) − b/2 (o lado é positivo).
- Metade do coeficiente: b/2 = 0,5; acrescentar o quadrado (b/2)² = 0,25 aos dois lados.
- (x + 0,5)² = 0,75 + 0,25 = 1.
- x + 0,5 = √1 = 1; x = 0,5.
- Conferência: x² + bx = 0,75.
Resultado: Lado = 0,5.
Leitura crítica: O procedimento é o do completamento de quadrado que leva à forma canônica: a(x − h)² + k. Os escribas trabalhavam com figuras e com números positivos; a raiz negativa da equação, −√(c + (b/2)²) − b/2, não corresponde a um lado.
Discriminante e zeros: o que Δ diz e o que não diz
Física A bola alcança a altura H? Quantas vezes?
No lançamento vertical (sem resistência do ar, g constante), alcançar a altura H é resolver h₀ + v₀t − (g/2)t² = H. O discriminante v₀² − 2g(H − h₀) decide: negativo, a bola nunca chega a H; zero, chega exatamente no ponto mais alto; positivo, passa por H duas vezes — subindo e descendo.
Como usar: aplicação resolvida
Uma bola é lançada verticalmente de 1,5 m de altura a 14 m/s. Ela alcança 8 m de altura? Em que instantes?
Modelo: h₀ + v₀t − (g/2)t² = H ⇔ −(g/2)t² + v₀t + (h₀ − H) = 0. Δ = v₀² − 2g(H − h₀). Só instantes t ≥ 0 pertencem ao domínio do modelo.
- −4,9t² + 14t + (−6,5) = 0.
- Δ = 14² − 4·(−4,9)·(−6,5) = 68,6.
- Raízes: t ≈ 0,583 e t ≈ 2,274 s.
Resultado: Passa por 8 m duas vezes: subindo, em t ≈ 0,58 s, e descendo, em t ≈ 2,27 s.
Leitura crítica: O sinal de Δ responde à pergunta "alcança?" antes de qualquer gráfico. O modelo ignora a resistência do ar e vale só enquanto a bola não toca o chão.
Economia (modelo hipotético) Existe preço que cubra o custo fixo?
Modelo hipotético, não são dados reais: com demanda q = q₀ − βp e custo fixo C, o resultado é L(p) = −βp² + q₀p − C. O discriminante q₀² − 4βC decide se há preço com resultado não negativo; os zeros são os preços de equilíbrio (lucro zero).
Como usar: aplicação resolvida
<strong>Modelo hipotético</strong> (não são dados reais): com demanda q = q₀ − βp e custo fixo diário C, existe algum preço que cubra o custo fixo? Entre que preços o resultado é não negativo?
Modelo: L(p) = p(q₀ − βp) − C = −βp² + q₀p − C, para 0 < p < q₀/β. Δ = q₀² − 4βC: Δ < 0, nenhum preço cobre C; Δ ≥ 0, os zeros são os preços de equilíbrio.
- L(p) = −4p² + 200p − 1800.
- Δ = 200² − 4·4·1800 = 11200.
- Zeros: p ≈ 11,77 e p ≈ 38,23 (ambos no intervalo 0 ≤ p ≤ q₀/β = 50).
Resultado: No modelo, o resultado é não negativo para preços entre R$ 11,77 e R$ 38,23.
Leitura crítica: O discriminante decide a existência antes do cálculo dos preços. Custos variáveis, concorrência e a validade da demanda linear ficaram de fora: o resultado é um exercício de modelagem, não uma recomendação.
Diferenças finitas: reconhecer uma quadrática numa tabela
Computação Tabular uma quadrática só com somas
Como Δ² = 2ap² é constante, os valores de uma quadrática em pontos igualmente espaçados podem ser gerados apenas com adições: y ← y + Δ¹ e Δ¹ ← Δ¹ + 2ap². É o método das diferenças, usado para tabular polinômios sem multiplicações. Em ponto flutuante, as somas acumulam erros de arredondamento, que a aplicação mede.
Como usar: aplicação resolvida
Tabular f(x) = x² + 3 a partir de x = 0, com passo 1, usando apenas somas. Depois de n passos, o valor acumulado confere com o cálculo direto?
Modelo: Δ² = 2ap² é constante. Começando com y = f(x₀) e Δ¹ = f(x₀ + p) − f(x₀): a cada passo, y ← y + Δ¹ e Δ¹ ← Δ¹ + 2ap².
- Início: y = f(0) = 3; Δ¹ = f(1) − f(0) = 1; Δ² = 2ap² = 2.
- 10 passos de duas somas cada (20 adições, nenhuma multiplicação).
- Valor acumulado: y = 103. Cálculo direto: f(10) = 103.
- Diferença: 0 (os dois cálculos coincidem exatamente).
Resultado: f(10) = 103, obtido só com somas.
Leitura crítica: Com números inteiros as somas são exatas; com decimais, cada soma em ponto flutuante arredonda, e o erro pode crescer com o número de passos. Por isso tabelas longas calculadas por somas são recalibradas de tempos em tempos com um valor calculado diretamente.
Física Queda livre em intervalos iguais
Na queda livre a partir do repouso, desprezada a resistência do ar, d(t) = (g/2)t². Em intervalos iguais de duração p, as distâncias percorridas em cada intervalo (as diferenças primeiras) crescem na proporção 1 : 3 : 5 : 7 …, e a diferença segunda é g·p² — constante, como prevê o teorema.
Como usar: aplicação resolvida
Uma pedra cai a partir do repouso. Quanto ela percorre em cada intervalo de 0,5 s? As diferenças segundas são constantes?
Modelo: Queda livre sem resistência do ar: d(t) = (g/2)t². No i-ésimo intervalo de duração p, percorre (g/2)p²(2i − 1); a diferença segunda é g·p².
- Posições: d(0) = 0; d(0,5) = 1,225; d(1) = 4,9; d(1,5) = 11,025; d(2) = 19,6 m.
- Distâncias em cada intervalo (Δ¹): 1,225; 3,675; 6,125; 8,575 m.
- Razões em relação ao 1º intervalo: 1 : 3 : 5 : 7.
- Diferença segunda: Δ² = 2,45 m; g·p² = 9,8·(0,5)² = 2,45 m.
Resultado: No 4º intervalo a pedra percorre = 8,575 m; em 2 s, = 19,6 m no total.
Leitura crítica: As distâncias em intervalos iguais crescem como os ímpares 1 : 3 : 5 : 7 …, e a diferença segunda é constante — a marca de uma relação quadrática com o tempo. A resistência do ar quebra esse padrão em quedas longas ou com objetos leves.
O cercado de área máxima: modelar, maximizar, respeitar o domínio
Agronomia e planejamento de área Piquete encostado numa cerca existente
Um piquete retangular encostado numa cerca já existente economiza tela num lado. Com orçamento B e tela a P por metro, L = B/P e, se nenhum limite de terreno excluir o vértice, a maior área é L²/8, com o lado paralelo igual ao dobro do perpendicular. Um limite de terreno pode deslocar o ótimo para a extremidade.
Como usar: aplicação resolvida
Um produtor tem R$ 1.200,00 para comprar tela a R$ 15,00 o metro e quer o maior piquete retangular encostado numa cerca existente (que dispensa tela num lado). Que medidas usar? (Limite de terreno para o lado perpendicular: 0 = sem limite.)
Modelo: L = orçamento ÷ preço por metro; A(x) = x(L − 2x), 0 < x < L/2 (e x ≤ limite, se houver). Vértice x = L/4; se o limite for menor que L/4, o máximo é em x = limite.
- L = 1200/15 = 80 m de tela.
- A(x) = x(80 − 2x); vértice x = L/4 = 20 m.
- Domínio: 0 < x < L/2 = 40; o vértice está no domínio.
- x = 20 m; lado paralelo = 40 m; A = 800 m².
Resultado: Lados perpendiculares de = 20 m e lado paralelo de = 40 m: = 800 m².
Leitura crítica: Sem limite ativo, o lado paralelo é o dobro do perpendicular e a área é L²/8. O modelo supõe tela toda usada, sem portão nem sobras, e cerca existente reta e longa o bastante.
Economia (modelo hipotético) Receita com teto de preço
Modelo hipotético, não são dados reais: com demanda q = q₀ − βp, a receita R(p) = p(q₀ − βp) tem vértice em p = q₀/(2β). Se um teto de preço T fica abaixo do vértice, R é crescente em todo o intervalo permitido e o máximo é R(T) — a mesma lógica do limite para x no cercado.
Como usar: aplicação resolvida
<strong>Modelo hipotético</strong> (não são dados reais): com demanda q = q₀ − βp, um teto de preço T é imposto. Qual preço maximiza a receita respeitando o teto?
Modelo: R(p) = p(q₀ − βp), 0 < p < q₀/β e p ≤ T. Vértice p* = q₀/(2β). Se T < p*, R é crescente em todo o domínio e o máximo é R(T).
- R(p) = −4p² + 200p; domínio 0 < p < 50 e p ≤ 20.
- Vértice: p* = q₀/(2β) = 25; R(p*) = 2500.
- T = 20 < p*: o vértice está fora do domínio; R é crescente até T. R(T) = 2400.
Resultado: No modelo: preço R$ 20, receita R$ 2400 por dia (sem o teto seria R$ 2500).
Leitura crítica: Mesma lógica do cercado com limite: o vértice só é a resposta se pertence ao domínio. A demanda linear é uma hipótese inventada aqui; em uma situação real precisaria ser estimada e validada.
Aprofundar
Sintetizar e seguir adiante
Síntese
- Quadrática: com ; decidir exige simplificar a expressão.
- Forma canônica , , : o gráfico é transladado; vértice , eixo .
- , , : dois, um ou nenhum zero real; a posição da parábola em relação ao eixo depende também do sinal de .
- : mínimo em ; : máximo em — desde que esteja no domínio do modelo.
- Numa tabela de quadrática com passo , as diferenças segundas são constantes e não nulas (); diferenças segundas nulas indicam pontos alinhados. A tabela sugere, a demonstração garante.
- Modelos quadráticos têm hipóteses e domínio de validade: interpretar o resultado inclui dizer quando ele deixa de valer.
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Conexões
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Próximos temas
- Função exponencial e progressões geométricas · 2ª série EM
- Sistemas de equações lineares · 3ª série EM
Currículo e proveniência
Tema EM1-NA-03 da matriz curricular do Laboratório Virtual G (1ª série EM, Números e Álgebra). A distribuição dos temas do Ensino Médio por série é decisão de organização do GEPEMA: a BNCC não distribui essas habilidades por série.
Habilidades da BNCC (texto oficial)
- EM13MAT302
- Construir modelos empregando as funções polinomiais de 1º ou 2º graus, para resolver problemas em contextos diversos, com ou sem apoio de tecnologias digitais.
- EM13MAT402
- Converter representações algébricas de funções polinomiais de 2º grau em representações geométricas no plano cartesiano, distinguindo os casos nos quais uma variável for diretamente proporcional ao quadrado da outra, recorrendo ou não a softwares ou aplicativos de álgebra e geometria dinâmica, entre outros materiais.
- EM13MAT502
- Investigar relações entre números expressos em tabelas para representá-los no plano cartesiano, identificando padrões e criando conjecturas para generalizar e expressar algebricamente essa generalização, reconhecendo quando essa representação é de função polinomial de 2º grau do tipo y = ax².
- EM13MAT503
- Investigar pontos de máximo ou de mínimo de funções quadráticas em contextos envolvendo superfícies, Matemática Financeira ou Cinemática, entre outros, com apoio de tecnologias digitais.
Avaliações e referenciais (instrumentos de análise, não currículo)
- Saeb, matriz de referência de 2001 (3ª série do EM): D17, D20, D21, D25, D26.
- Enem, Matriz de Referência de Matemática e suas Tecnologias: H19, H20, H21, H22, H23.
- PISA 2022: Change and relationships; processos formulate, employ e interpret/evaluate (modelagem do cercado, do lançamento e da receita).
- TIMSS 2023: Algebra — Relationships and functions (8ª série, para comparação); domínios cognitivos Applying e Reasoning.
Versão 1, revisada em 03/10/2026.
Referências
- BOYER, C. B.; MERZBACH, U. C. História da matemática. 3. ed. São Paulo: Blucher, 2012.
- BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Brasília: MEC, 2018.
- HØYRUP, J. Lengths, widths, surfaces: a portrait of Old Babylonian algebra and its kin. New York: Springer, 2002.
- IEZZI, G.; MURAKAMI, C. Fundamentos de matemática elementar, 1: conjuntos, funções. 9. ed. São Paulo: Atual, 2013.
- OECD. PISA 2022 assessment and analytical framework. Paris: OECD Publishing, 2023.